venerdì, ottobre 14, 2011

HERRLESSNESS

Allora per la prima volta ci siamo accorti che la nostra lingua manca di parole per esprimere quest'offesa, la demolizione di un uomo. In un attimo, con intuizione quasi profetica, la realtà ci si è rivelata: siamo arrivati in fondo. Più già di così non si può andare: condizione umana più misera non c'è, e non è pensabile. Nulla è più nostro: ci hanno tolto gli abiti, le scarpe, anche i capelli; se parleremo, non ci ascolteranno, e se ci ascoltassero, non ci capirebbero. Ci toglieranno anche il nome: e se vorremo conservarlo, dovremo trovare in noi la forza di farlo, di fare sì che dietro al nome, qualcosa ancora di noi, di noi quali eravamo, rimanga. 
[...]Si immagini ora un uomo a cui, insieme con le persone amate, vengano tolti la sua casa, le sue abitudini, i suoi abiti, tutto infine, letteralmente tutto quanto possiede: sarà un UOMO VUOTO, ridotto a sofferenze e bisogno, dimentico di dignità e discernimento, poiché accade facilmente, a chi ha perso tutto, di perdere se stesso; tale quindi, che si potrà a cuor leggero decidere della sua vita o morte al di fuori di ogni senso di affinità umana; nel caso più fortunato, in base ad un puro giudizio di utilità. Si comprenda allora il duplice significato del termine "Campo di annientamento", e sarà CHIARO che cosa intendiamo esprimere con questa frase: GIACERE SUL FONDO.»


giovedì, ottobre 13, 2011

16 KM/H - 9 KM/H - 10 KM/H - 10 KM/H - 15 KM/H - 13 KM/H - 35 KM/H - 23 KM/H

A poco a poco ho cominciato a sentire che la porta non è più sprangata. È stato il mio delirante bisogno a sbattermela in faccia? Forse, quando nell’anima non hai nulla se non un grido di aiuto, è proprio allora che Dio non può soccorrerti: sei come uno che annega e non può essere aiutato perché annaspa e si aggrappa alla cieca. Forse le tue stesse continue grida ti rendono sordo alla voce che speravi di sentire.

QUANDO, COMO DIZIA O BOM-DEMÔNIO, DE TANTO CHORAR, ALICE SE AFOGA.  O CAMUNDONGO TOMADO POR UM RINECERONTE - QUE, AO FINAL, SE METAMORFOSEIA.  EM UM RINOCERONTE.

E ISSO, COM QUE CONCORDO COMO SE O HOUVESSE EU PRÓPRIA ESCRITO, DIZ RESPEITO ÀQUELA ATRAÇÃO (INESCAPÁVEL) PELO QUE FERE.  O CULTO À INFELICIDADE, O LIRISMO DA DOR.

DEUS PREFERE OS LÚCIDOS - E, PORTANTO, DESESPERANÇADOS.  É HONROSO RECEBER UMA GRAÇA QUANDO JÁ NÃO SE QUER MAIS NADA, AINDA QUE O ALÍVIO SURJA MIRRADINHO.  TALVEZ PORQUE NÃO SE DEVA ESTRAGAR O FILHO, ESTANCANDO O SANGUE.  COMO LI NUM MARCA-LIVROS, É PRECISO QUE SE DEIXE A CRIANÇA QUEIMAR A MÃO, DE VEZ EM QUANDO.
     .


mercoledì, ottobre 12, 2011

TIA RAIM

Nei riguardi dei condannati a morte, la tradizione prescrive un austero cerimoniale, atto a mettere in evidenza come ogni passione e ogni collera siano ormai spente, come l'atto di giustizia non rappresenti che un triste dovere verso la società, tale da potersi accompagnare a pietà verso la vittima da parte dello stesso giustiziere. Si evita perciò al condannato ogni cura estranea, gli si concede la solitudine e, ove desideri, ogni conforto spirituale, si procura insomma che egli non senta intorno a sé l'odio o l'arbitrio, ma la necessità e la giustizia, e, insieme con la punizione, il perdono. Ma a noi questo non fu concesso, perché eravamo troppi, e il tempo era poco e poi, finalmente, di che cosa avremmo dovuto pentirci, e di che cosa venire perdonati? Il commissario italiano dispose dunque che tutti  i servizi continuassero a funzionare fino all'annunzio definitivo; la cucina rimase perciò in efficienza, le corvées di pulizia lavorarono come di consueto, e perfino i maestri e i professori della piccola scuola tennero la lezione a sera, come ogni giorno. Ma ai bambini quella sera non venne assegnato compito. E venne la notte, e fu una notte tale, che si conobbe che occhi umani non avrebbero dovuto assistervi e sopravvivere. Tutti sentirono questo: nessuno dei guardiani, né italiani né tedeschi, ebbe animo di venire a vedere cosa fanno gli uomini quando sanno di dover morire. Ognuno si congedò dalla vita nel modo che più gli si addiceva. Alcuni pregarono, altri bevvero oltre misura, altri si inebriarono di nefanda ultima passione. Ma le madri vegliarono a preparare con dolce cura il cibo per il viaggio, e lavarono i bambini, e fecero i bagagli, e all'alba i fili spinati erano pieni di biancheria stesa al vento ad asciugare; e non dimenticarono le fascie, i giocattoli, e i cuscini, e le cento piccole cose che esse ben sanno, e di cui i bambini hanno in ogni caso bisogno. Non fareste anche voi altrettanto? Se dovessero uccidervi domani col vostro bambino, voi non gli dareste oggi da mangiare?

E EU ME LEMBREI DE UM RELATO DE PESSOA À BEIRA DA MORTE.  SABIA QUE EM QUESTÃO DE MINUTOS, TERIA UMA PARADA CARDÍACA.  OCORREU-LHE, DE PRONTO: 'PRECISO TOMAR BANHO, E LAVAR O CABELO'.  E O FEZ, JÁ SEM SENTIR DIREITO O CORPO. 

P.S: A SOLIDÃO COMO DESEJO ÚLTIMO.  COMO ALENTO.  COMO O SOPRO DEPOIS DA MORDIDA GRANDE (PUNITIVA, MAS NUNCA PREVENTIVA OU REPARADORA).  E ISSO TUDO CABE *NESTE* CORAÇÃO DE MÃEE ENCHE-O.


lunedì, ottobre 10, 2011

EXTREMELY URGENT!!! WRONG PHONE #! CORRECTION!

“Era troppo perfetto per durare”: questo sono tentato di dire del nostro matrimonio. Ma lo si può intendere in due modi. Può essere un'espressione di cupo pessimismo: come se Dio, accortosi che due delle Sue creature erano felici, le avesse subito interrotte (“Basta! Finitela!”). Come se Dio fosse simile a una padrona di casa che durante un cocktail separa due ospiti che danno segno di aver cominciato una conversazione troppo seria. Ma potrebbe anche voler dire: “Aveva raggiunto la sua perfezione. Aveva realizzato ciò che era implicito in esso, e quindi non c'era motivo di prolungarlo”. Come se Dio avesse detto: “Bravi, questo esercizio l'avete imparato proprio bene. Sono molto contento. Ora potete affrontare il prossimo”. Una volta che sappiamo risolvere le equazioni di secondo grado e ci proviamo gusto, l'insegnante non insiste e passa ad altro.

O LUGAR MAIS FEIO DO MUNDO - COM O NOME MAIS DOCE QUE EXISTE.  COMBINADO A ESSA LEITURA (NUM ABANDONO DE VENTO DESFOLHANDO TUDO À BEIRA DA AVENIDA, E CONDUÇÃO TARDIA).  

POIS ENTÃO LEWIS ME ENSINA O PORQUÊ DE TUDO QUANTO ESTÁ BOM DEMAIS  TERMINAR, E ABRUPTAMENTE, EM RUÍNA.  DEUS NÃO SE CONTENTA COM A PERFEIÇÃO, PORQUE, COMO NAQUELE VÍDEO DE QUE GOSTO TANTO, A ESCADA - ESPIRALADA - TEM DEGRAUS MULTIPLICADOS, EXPONENCIADOS, E NUNCA SE CHEGA AO FIM.  A EXISTÊNCIA, PARA DEUS, É ISSO.  A ASSÍNTOTA - NÃO NECESSARIAMENTE EDIFICANTE.   

giovedì, ottobre 06, 2011

GRACE CUT OUT

Se às vezes digo que as flores sorriem
E se eu disser que os rios cantam,
Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores
E cantos no correr dos rios...
É porque assim faço mais sentir aos homens falsos
A existência verdadeiramente real das flores e dos rios. 
 
Porque escrevo para eles me lerem, sacrifico-me às vezes
À sua estupidez de sentidos... 
 
Não concordo comigo mas absolvo-me,
Porque só sou essa cousa séria, um intérprete da Natureza,
Porque há homens que não percebem a sua linguagem,
Por ela não ser linguagem nenhuma
.




EU ACHO UM ENCANTO ISSO DO CAEIRO, DE SE DEIXAR SENTIR.  DE IGNORAR AS DESCRIÇÕES.  DE JULGAR QUE VIOLAM (AS DESCRIÇÕES, AS ELUCIDAÇÕES, A NECESSIDADE BRUTA DE SE PÔR NOME EM TUDO) O PORQUÊ (CLARÍSSIMO, SEMPRE) DE TUDO QUANTO EXISTE.

MAS O PERFEITO TERMINA SENDO O 'ABSOLVO-ME'. COMO TROUXE À TONA DIA DESSES, O 'TE PERDÔO POR TE TRAIR'.

MAS AGORA HÁ-SE QUE FAZER OUTRO, QUE NÃO ESCREVER.  E NÃO PORQUE SINTO (OU O SAIBA), SÓ CALHA DE ---.                         

martedì, ottobre 04, 2011

I KNOW WHAT YOU ARE, BUT WHAT AM I?

Às vezes, em dias de luz perfeita e exata,
Em que as cousas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Por que sequer atribuo eu
Beleza às cousas.  Uma flor acaso tem beleza?
Tem beleza acaso um fruto?
Não: têm cor e forma
E existência apenas.
A beleza é o nome de qualquer cousa que não existe
Que eu dou às cousas em troca do agrado que me dão.
Não significa nada.
Então por que digo eu das cousas: são belas?
Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver,
Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens
Perante as cousas,
Perante as cousas que simplesmente existem.
 Que difícil ser próprio e não ver senão o visível!
QUE DIFÍCIL SE SER FRIA E JUSTA QUANDO O QUE MOVE (PORQUE FÁCIL) OS OUTROS É O LIRISMO DA IDÉIA DA DOR - EM DETRIMENTO DO BOM SENSO INERENTE A UM CONVÍVIO, APROPRIADO, SOCIAL...  
.  
DOR NÃO SE MITIGA COM DINHEIRO, COMO EU DIZIA - PARA OJERIZA DO DOUTOR VALVERDE -, E DINHEIRO COLETIVO, DESPENDIDO COM UMA PRETENSA REPARAÇÃO, É COISA NO MÍNIMO-MÍNIMO VEXAMINOSA.
.
O CERTO É, E ISSO JÁ SOU EU ME REMETENDO AO PRINCÍPIO DO POEMA, NUM TÉDIO IMENSO, A GENTE SE ATER ÀS OBVIEDADES DA VIDA, SEM MUITO JUÍZO DE MÉRITO (DECLARADO).  POR DENTRO, É OUTRA COISA.

While trying to retrieve the URL: http://betanegan.blogspot.com/ The following error was encountered:

Que me importam a mim os homens
E o que sofrem ou supõem que sofrem?
Sejam como eu – não sofrerão.
Todo o mal do mundo vem de nos importarmos, uns com os outros,
Quer para fazer bem, quer para fazer mal.
A nossa alma e o céu e a terra bastam-nos.
Querer mais é perder isto, e ser infeliz.)

Eu no que estava pensando
Quando o amigo de gente falava
(E isso me comoveu até às lágrimas),
Era em como o murmúrio longínquo dos chocalhos
A esse entardecer
Não parecia os sinos duma capela pequenina
A que fossem à missa as flores e os regatos
E as almas simples como a minha.

(Louvado seja Deus que não sou bom,
E tenho o egoísmo natural das flores
E dos rios que seguem o seu caminho
Preocupados sem o saber
Só com o florir e ir correndo.
É essa a única missão no Mundo,
Essa – existir claramente,
E saber fazê-lo sem pensar nisso.)

E o homem calara-se, olhando o poente.
Mas que tem com o poente quem odeia e ama?

QUE TENHO COM O POENTE, EU QUE SOFRO POR NÃO PODER ENCOSTAR NOS OMBROS, EM AGRADECIMENTO?
EU QUE PERCO O DIA, NO QUE PRESENCIO, E HERR RISI O SABE, DEBOCHE EM DESFAVOR DE PESSOA SOZINHA? 
EU QUE LEILOARIA OS OLHOS SÓ PARA TER COMIGO, EM LUGAR DO QUE É NOVO, A NOSTALGIA ABSURDA DE 99?
O CHEIRO DE PRAIA (QUE NUNCA ENTENDI, PORQUE A PRAIA ERA DE CASCALHOS, E O NARIZ LEMBRAVA A AREIA E
FILTRO SOLAR)?  EU QUE BEIJO CACHORRO DE RUA NO FOCINHO, E LEVO PARA O PÉ DE ÁRVORES POMBO MORTO
(COMO ONTEM), RECOBRINDO-O DE FOLHAS, SEM A MENOR VONTADE DE VIVER (PORQUE IMAGINANDO-LHE O SO-
FRIMENTO)?  QUE TENHO EU COM O POENTE, E COM A CHUVA, E COM TODAS ESSAS (NO MEU ENTENDER REPISA-
DO) AMENIDADES DE NATUREZA A QUE ALUDE, PÁGINA A PÁGINA (gota a gota do coração), O GUARDADOR DOS 
REBANHOS?


'JE NE SAIS PAS SI TU ME COMPRENDS. 
- JE CROIS QUE JE COMPRENDS', DIT LUCIENNE. ELLE RETOURNA BRUSQUEMENT LA TÊTE VERS LUI: 'TU N'ES PAS HEUREUX.
- JE VAIS L'ÊTRE, DIT MERSAULT VIOLEMMENT.  IL FAULT QUE JE LE SOIS. AVEC CETTE NUIT, CETTE MER ET CETTE NUQUE SOUS MES DOIGTS.'
[...]
'DU MOINS, DIT-ELLE SANS LE REGARDER, TU AS UN PEU D'AMITIÉ POUR MOI?'
(...)'DE L'AMITIÉ, OUI, COMME J'AI DE L'AMITIÉ POUR LA NUIT.  TU FAIS LA JOIE DE MES YEUX ET TU NE SAIS PAS CE QUE CETTE JOIE PEUT AVOIR DE PLACE DANS MON COEUR.'
 
O 'ESTEJA BEM', A QUE ALUDI NÃO SEI QUANTOS MESES ATRÁS.  A PROMESSA INANE, A PROMESSA DESCABIDA.  A VENDA DO MEL SEM QUE SE TENHA A ABELHA (COMO DIRIA A SENHORA DOUTORA).   

domenica, settembre 25, 2011

Seguimi..seguimi..seguimi..seguimi..giù



I have lost a telephone
with your smell in it

I am living beside the radio
all the stations at once
but I pick out a Polish lullaby
I pick it out of the static
it fades I wait I keep the beat
it comes back almost asleep.


Did you take the telephone
knowing I'd sniff it immoderately
maybe heat up the plastic
to get all the crumbs of your breath?
and if you won't come back
how will you phone to say
you won't come back

so that I could at least argue?

E SÓ QUEM RESPONDE, POR MIM, A ISSO, HOJE, É GIULIANO.  COM O VERBO AO FINAL DO ATO INTEIRO DE CONTRIÇÃO.  APÓS O ANÚNCIO DO ÓBITO, APÓS OS IMPROPÉRIOS.  EM EXPECTAÇÃO IMPACIENTE (O QUE NÃO É O MESMO QUE ADORAÇÃO EXPECTANTE).

sabato, settembre 24, 2011

WHEREVER THOU LODGEST, I WILL LODGE

 
You say I don’t love you 
I love you no different than my parents 
Loved me. 
Isn’t that love? 
Neither of us knows. 
Love has no formula 
That can be held to the light. 
I have what I felt 
When my parents cared for me, 
As they could. 

Herskovitz

venerdì, settembre 23, 2011

SHOULD I ADEQUATELY ANSWER TO YOUR CONDESCENDING QUESTION?

Appena adolescente, la prospettiva della morte mi gettava nell'angoscia; per sfuggirvi (...) invocavo gli angeli. Ma, con l'età, ci si abitua ai propri terrori, non si fa più niente per liberarsene, ci si imborghesisce nell'Abisso. – E se ci fu un tempo in cui invidiavo quei monaci egiziani che scavavano le loro tombe per versarvi lacrime, oggi scaverei la mia per non lasciarvi cadere altro che cicche.

NADA QUE NÃO BITUCAS.  A PARTE QUE ME INTERESSA, ENTRETANTO, NO EXCERTO TODO, É A DESISTÊNCIA DA FUGA.  E INVOCO OUTRO ANJO, O BÊBADO: '...às vezes uma pessoa se abandona de tal forma ao sofrimento, com uma tal complacência, que tem medo de não poder sair de lá'.

ONTEM LEVANTEI A VELHA QUESTÃO DOS GENOCÍDIOS.  SE AS VÍTIMAS, NA HORA DA ABDUÇÃO, NÃO SE AMOTINAVAM.  ESCUTEI  QUE HÁ QUEM SE ACREDITE PREDESTINADO À TORTURA, AO SUPLÍCIO.  QUE TUDO CUMPRE UM TRAÇADO, E ESCAPAR/LUTAR SERIA GRAVÍSSIMA AFRONTA A DEUS.  EM ASSIM SENDO, CORDEIROS AO ABATE.  JÓS.  ACEITAM A OFENSA, OU PORQUE MERECEDORES, OU PORQUE POSTERIORMENTE RECOMPENSADOS.  

JÁ EU CONSIGO ENXERGAR POR OUTRA PERSPECTIVA MENOS SINUOSA: TODOS ESTAMOS SUJEITOS À ACOMODAÇÃO, SEJA ISSO BOM OU MAU.  MUITAS VEZES, PARECE SEGURO - PORTANTO, NÃO CONVÉM ASPIRAR A OUTRO - PERMANECER NOS VALES.  UMA SUBIDA, MODESTA QUE SEJA, TRAZ CONSIGO O RISCO DA QUEDA.  ORA, QUEM SOFRE SE RECONFORTA NO FATO DE CONHECER AS MINÚCIAS DA DOR.  É UM SUPÉRSTITE A ELA, E SÓ ISSO JÁ TORNA POSSÍVEL QUE SE ORGULHE DA PRÓPRIA FORÇA.  (AINDA PADECEREMOS DE VAIDADE.)

POIS BEM, EXISTE, TAMBÉM, PAZ NA DOR (DESDE QUE NÃO  ASSEMELHADA À ANGÚSTIA), E DEIXAR A PAZ, A LINHA RETA, ASSUMINDO POSIÇÃO QUE DÊ MARGEM A OSCILAÇÕES, PERMITIR-SE CONHECER O BOM E SE HABITUAR A ELE - PARA DEPOIS ESTRANHAR O MAU E NÃO CONSEGUIR SUPORTÁ-LO - É, POR SI SÓ,  UMA CRUELDADE IMPERDOÁVEL PARA CONSIGO MESMO.

POIS DE TUDO EU TIRO QUE NÃO HÁ NADA QUE NÃO SE CURVE, OBEDIENTEMENTE, AO QUE APRENDI, HÁ TANTOS ANOS, SOBRE A INÉRCIA É QUE O CONHECIDO AINDA É MAIS MACIO QUE A FELICIDADE.  SEJA ELE O QUE FOR.

martedì, settembre 20, 2011

lunedì, settembre 19, 2011

MA DOV'È FINITO IL TUO CUORE?


É isto o amor? Só isto? [...]
Sinto ânsias, desejos,
Mas não com meu ser todo. Alguma cousa
No íntimo meu, alguma cousa ali
— Fria, pesada, muda — permanece.
[P'ra] isto deixei eu a vida antiga
Que já bem não concebo, parecendo
Vaga já.
Já não sinto a agonia muda e funda
Mas uma, menos funda e dolorosa,
[Bem] mais terrível raiva [...]
De movimentos íntimos, desejos
Que são como rancores.
Um cansaço violento e desmedido
De existir e sentir-me aqui, e um ódio
Nascido disto, vago e horroroso,
A tudo e todos... 

MISANTROPIA CONTAMINANDO O AMOR.  PARASITANDO E ADOECENDO O AMOR.  SANGRANDO A CEGUEIRA ÚLTIMA, DAS VÍTIMAS INDETERMINADAS.  DERRUBANDO UMA A UMA, EMUDECENDO MESMO OS SUSPIROS.  TERMINA QUE O IMENSO EQUÍVOCO DO HOMEM, E  TORNO A PARAFRASEAR A QUEM SEMPRE PARAFRASEIO, CONSTINUA SENDO ESSA URGÊNCIA EM DEPRAVAR O ESPÍRITO COM QUE NASCEU - E DEVERIA SEGUIR, ATÉ A MORTE.  NO CONTATO COM OS SEUS.

U6S2N21BRA122

FIRST OF ALL NOTHING WILL HAPPEN
AND A LITTLE LATER
NOTHING WILL HAPPEN AGAIN.

A FAMILY WILL PASS BY IN THE NIGHT
SPEAKING OF THE CHILDREN'S BEDTIME
THAT WILL BE THE SIGNAL
FOR YOU TO LIGHT A CIGARETTE.

THEN COMES A DELICATE MOMENT
WHEN THE BACKWOODS MEN
GATHER AROUND THE TABLE
TO DISCUSS *YOUR*  WAY OF LIFE.

DISMISS THEM WITH A GLASS OF
CHERRY JUICE.

YOUR WAY OF LIFE HAS BEEN OVER
FOR MANY YEARS.

[...]
FORTUNATELY, THE SOUND OF CLARINETS
FROM A WANDERING KLEZMER
ENSEMBLE
DRAFTS INTO THE KITCHEN.
ALLOW IT TO DISTRACT YOU 
FROM YOUR CHEERLESS MEDIDATION.
[...]
FOR NO REASON AT ALL
YOU WILL BEGIN TO CRY.

THEN YOUR TEARS WILL DRY UP
AND YOU WILL ACHE FOR A COMPANION.

I WILL BE THAT COMPANION.
AT FIRST, NOTHING WILL HAPPEN TO US
AND LATER ON 
IT 
WILL 
HAPPEN 
TO 
US
AGAIN.

ENTÃO, NOVAMENTE.  NOVAMENTE TUDO SE NIVELA EM HORIZONTE BAIXO, SEM OS ATAVIOS DO CONDICIONAMENTO ÀS CONDUTAS ALHEIAS.  A GENTE SE PERMITINDO O ESCAPE, E O ESCAPE TRAVESTIDO DE BANDA.  POIS A MINHA BANDA DOS ÚLTIMOS MESES TEÊ SIDO OS QUE  SE DESCUIDAM E ME OLHAM, NO COMBOIO.  E HÁ, ISTO EU JURO, QUEM ME DEVOLVA O SORRISO. INDA QUE EM MAIS DE OITENTA e SETE PORCENTO DAS VEZES EU NÃO O VEJA.   
 

venerdì, settembre 16, 2011

DIESES TOR IST GESCHLOSSEN


Toda a alegria silenciosa de Sísifo está aí. Seu destino lhe pertence. Seu rochedo é sua questão. Da mesma forma o homem absurdo, quando contempla o seu tormento, faz calar todos os ídolos. No universo subitamente restituído ao seu silêncio, elevam-se as mil pequenas vozes maravilhadas da terra. Apelos inconscientes e secretos, convites de todos os rostos, são o reverso necessário e o preço da vitória. Não existe sol sem sombra, e é preciso conhecer a noite. O homem absurdo diz sim e seu esforço não acaba mais. Se há um destino pessoal, não há nenhuma destinação superior ou, pelo menos, só existe uma, que ele julga fatal e desprezível. No mais, ele se tem como senhor de seus dias. Nesse instante sutil em que o homem se volta sobre sua vida, Sísifo, vindo de novo para seu rochedo, contempla essa seqüência de atos sem nexo que se torna seu destino, criado por ele, unificado sob o olhar de sua memória e em breve selado por sua morte. Assim, convencido da origem toda humana de tudo o que é humano, cego que quer ver e que sabe que a noite não tem fim, ele está sempre caminhando. O rochedo continua a rolar.


Deixo Sísifo no sopé da montanha! Sempre se reencontra seu fardo. Mas Sísifo ensina a fidelidade superior que nega os deuses e levanta os rochedos. Ele também acha que tudo está bem. Esse universo doravante sem senhor não lhe parece nem estéril nem fútil. Cada um dos grãos dessa pedra, cada clarão mineral dessa montanha cheia de noite, só para ele forma um mundo. A própria luta em direção aos cimos é suficiente para preencher um coração humano. É preciso imaginar Sísifo feliz.

O CONHECIMENTO DAS DIMENSÕES PRECISAS DA TRAGÉDIA, E A SOBREVIVÊNCIA (A QUE DURAS PENAS SEJA) A ELA.  O CASTIGO QUE DEIXA DE SER CASTIGO, PORQUE ACEITO COMO ROTINA - I.E. TOLERÁVEL.  ISSO ME LEVOU A THOREAU: 'Quando descobri que o máximo que podiam fazer era prender meu corpo, percebi a extensão da minha liberdade'.  E A LIBERDADE A QUE SE REFERE, ENTENDO-A, É SABER-SE CAPAZ DE SUPORTAR TUDO QUANTO NÃO ATINGE (PORQUE NADA O PODE) A MENTE. COMO NOS MORTOS TIBETANOS POSITIVADOS: "Your body being a mental body is incapable of dying even though beheaded and quartered. In reality, your body is of the nature of voidness; you need not be afraid".

O VAZIO DE CIÓRAN?  CONSOLO PARA A TORTURA?  PARA A DOR, QUE CONFERE SENTIDO À PRÓPRIA VIDA - MESMO QUE LEVE À MORTE? 
.
POIS SIM.  A LIBERDADE DO VAZIO QUE SUBSISTE (O VAZIO) À DOR INFLIGIDA - ESTA NÃO PASSANDO DE ALUCINAÇÕES.  DO QUE LEIO, AINDA QUE DERRUBE POR TERRA A IDÉIA DE DEUS E DIABO, PERMANECE, AINDA, MEU MAIOR ALENTO.  

*minha ilação de 'sem senhor' é simples/ista.  refere-se a anarquismo.  e livre-arbítrio.  a um só tempo.

mercoledì, settembre 14, 2011

VOGLIO TRASCURARMI UN PÒ


"Em si mesma, toda idéia é neutra ou deveria sê-lo; mas o homem a anima, projeta nela suas chamas e suas demências; impura, transformada em crença, insere-se no tempo, toma a forma de acontecimento: a passagem da lógica à epilepsia está consumada... Assim nascem as ideologias, as doutrinas e as farsas sangrentas. Idólatras por instinto, convertemos em incondicionados os objetos de nossos sonhos e de nossos interesses. A história não passa de um desfile de falsos Absolutos, uma sucessão de templos elevados a pretextos, um aviltamento do espírito ante o Improvável. Mesmo quando se afasta da religião o homem permanece submetido a ela; esgotando-se em forjar simulacros de deuses, adota-os depois febrilmente: sua necessidade de ficção, de mitologia, triunfa sobre a evidência e o ridículo. Sua capacidade de adorar é responsável por todos os seus crimes: o que ama indevidamente um deus obriga os outros a amá-lo, na espera de exterminá-los se se recusam. Não há intolerância, intransigência ideológica ou proselitismo que não revelem o fundo bestial do entusiasmo. Que perca o homem sua faculdade de indiferença: torna-se um assassino virtual; que transforme sua idéia em deus: as conseqüências são incalculáveis. Só se mata em nome de um deus ou de seus sucedâneos: os excessos suscitados pela deusa Razão, pela idéia de nação, de classe ou de raça são parentes dos da Inquisição ou da Reforma. (...) O diabo empalidece comparado a quem dispõe de uma verdade, de sua verdade. Somos injustos com os Neros ou com os Tibérios: eles não inventaram o conceito de herético: foram apenas sonhadores degenerados que se divertiam com os massacres
.

Os verdadeiros criminosos são os que estabelecem uma ortodoxia no plano religioso ou político, os que distinguem entre o fiel e o cismático.  

[...]o princípio do mal reside na tensão da vontade, na inaptidão para o quietismo, na megalomania prometéica de uma raça que se arrebenta de tanto ideal, que explode sob suas convicções e, que, por haver-se comprazido em depreciar a dúvida e a preguiça — vícios mais nobres do que todas as suas virtudes —, embrenhou-se em uma via de perdição, na história, nesta mescla indecente de banalidade e apocalipse... Nela as certezas abundam: suprima-as e suprimirá sobretudo suas conseqüências: reconstituirá o paraíso. O que é a Queda senão a busca de uma verdade e a certeza de havê-la encontrado, a paixão por um dogma, o estabelecimento de um dogma? Disso resulta o fanatismo — tara capital que dá ao homem o gosto pela eficácia, pela profecia e pelo terror —, lepra lírica que contamina as almas, as submete, as tritura ou as exalta... Só escapam a ela os céticos (ou os preguiçosos e os estetas), porque não propõem nada, porque — verdadeiros benfeitores da humanidade — destrÓem os preconceitos e analisam o delírio.
 

ENZIMA-SUBSTRATO COM A CONVERSA QUE TIVE NA SEMANA PASSADA.  O HORROR AOS EXTREMISMOS - ONDE NÃO SEI SE CABE ESTA MINHA INFLEXIBILIDADE RASGADA NA ESPINHA.




lunedì, settembre 12, 2011

BRAMOSIA


Non a tutti è concesso avere un'infanzia infelice. La mia fu molto più che felice. Fu coronata. Non trovo miglior aggettivo per designare quanto ebbe di trionfale persino nei suoi affanni. Dovevo pagarla, non poteva restare impunito. 


POIS PRONTO.  A SIMETRIA DE QUE FALEI.  A CADA ESPINHO, UM CHUMAÇO DE ALGODÃO.  EM VERDADE, A CADA CHUMAÇO, MAIS DE DÚZIA DE PONTAS DE LANÇA.  A SIMETRIA POR DETRÁS DE VÉUS, QUE SÓ SE VERIFICA QUANDO POUCO OU QUASE NADA IMPORTA.  (O JARDIM BONITO E O MEDO DO INFERNO.)

sabato, settembre 10, 2011

H AS IN HENRIETTE?

Non è vero che penso sempre a H. Il lavoro e la conversazione lo rendono impossibile. Ma i momenti in cui non penso a lei sono forse i peggiori. Perché allora, anche se ne ho dimenticato la ragione, tutto è velato da una vaga sensazione di errore, di difetto. Come in quei sogni dove non accade nulla di spaventoso, nulla che valga la pena raccontare il mattino dopo a colazione - ma dove l'atmosfera e le cose sanno di morte. Così ora. Vedo le bacche del sorbo che stanno volgendo al rosso e per un attimo non so perché proprio queste bacche debbano mettermi addosso tanta tristezza. Sento suonare una pendola e il suono non ha più quel qualcosa di sempre. Che cos'ha il mondo? Perché è diventato così piatto, così meschino e consunto? Poi mi ricordo.

Questa è una delle cose che mi fanno paura. Lo strazio, i momenti di follia notturna, passeranno un po' alla volta, com' è nell' ordine della natura. Ma che verrà dopo? Solo questa apatia, questa mortale piattezza? Arriverà il momento in cui non mi chiederò più che cosa ha trasformato il mondo in un vicolo grigio perché troverò normale il suo squallore? Il dolore si acqueta dunque in una noia soffusa di una vaga nausea?

Emozioni, emozioni, sempre emozioni. Proviamo invece con la riflessione. Dal punto di vista razionale, la morte di H. quale nuovo fattore ha introdotto nel problema dell'universo? Quali ragioni mi ha dato per mettere in dubbio tutto ciò a cui credo? 

[...]Quanto alle cose a cui credo ora, perché i miei pensieri di una settimana fa dovrebbero essere più attendibili di quelli, migliori, di adesso? Mi pare di essere, in generale, più sano di mente adesso che non allora. Perché le disperate elucubrazioni di un uomo intontito (ho detto che era come aver battuto la testa) dovrebbero essere più credibili?

---------------E NUNCA, EM VIDA, ESTAREI MAIS CONFIÁVEL, PSICOLOGICAMENTE, DO QUE HOJE.  NO SILÊNCIO OPORTUNO DA CAIXA PEQUENA DO PMC.