E O CONSULADO QUE CONCEDE O VISTO É O LIMBO. MAS, LÁ, NINGUÉM FALA LÍNGUA SUA, E OS PONTOS FACULTATIVOS JÁ PARECEM COMPULSÓRIOS. MAIS AINDA, NÃO SENDO O SEU UM CRIME DE OPINIÃO, NÃO LHE SERÁ CONCEDIDO ASILO POLÍTICO, E VOCÊ TERÁ DE PERMANECER NESSA INDECISÃO TENEBROSA AO SOM DE 'DEAR PRUDENCE'- ENTOADO POR VOZ FEMININA TRINADA. ATÉ QUE O REMORSO 'O SUICIDE'. DO ALTO DE UM PRECIPÍCIO FRÁGIL DE VENTO, JÁ. E ESCURO.
"As I limped down the street every window broadcast a
command: Change! Purify! Experiment! Cauterize! Reverse! Burn! Preserve! Teach!
(…)and all I had in the wrecked world was a needle and a thread, so I got down
on my knees, I pulled pieces out of the mess and I started to stitch them
together. I had an idea of what a man should look like, but it kept changing. I
couldn’t devote a lifetime to discovering the ideal physique. All I heard was
pain, all I saw was mutilation. My needle going so madly, sometimes I found I’d
run the thread right through my own flesh and I was joined to one of my own
grotesque creations –I’d rip us apart– and then I heard my own voice howling
with the others, and I knew that I was also truly part of the disaster. But I
also realized that I was not the only one on my knees sewing frantically. There
were others like me, making the same monstrous mistakes, driven by the same
impure urgency, stitching themselves into the ruined heap, painfully extracting
DE SE ARQUITETAR UM COMPORTAMENTO A SER ADOTADO (E NUM TERRENO DESSES) ME
AGRADA PELOS MESMÍSSIMOS MOTIVOS DA LOBOTOMIA SEM SANGUE. DOS BLOQUEIOS CONFORTÁVEIS DA MEMÓRIA. DA MEMÓRIA, ALIÁS, PODE-SE COLOCAR DESTA
FORMA, VULNERÁVEL. DA MEMÓRIA PRONTA A
SER MOLDADA. LIXADA. DA MEMÓRIA IMPLORANDO PARA SER VIOLADA,
PORQUE DEVE, PORQUE FICA MELHOR ASSIM E PORQUE, NO CÔMPUTO FINAL, OS VINTÉNS
VALEM AS TRIPAS.
DOMINGO PASSADO ACONTECEU - MAS NÃO ERA (AINDA) SONHO - DUAS-DÉCADAS-ATRÁS. QUASE TRÊS. TUDO UM TIJOLO, ENTÃO NÃO TENHO POR QUE USAR PLURAL.
DESCI NA ESTAÇÃO ERRADA E CHOVIA POR TODOS OS LADOS, OU VENTAVA. ÀQUELA ALTURA, NÃO TERIA FEITO MUITA DIFERENÇA, DESDE QUE SE ENTENDESSE QUE O MÊS ERA NOVEMBRO E O ANO ERA 2005, E O NOME DO INDIVÍDUO, CHIAVENATO COM 'qui'. E FOI AÍ QUE MEU CORAÇÃO SE ESTILHAÇOU, SEM FEBRE. CIENTE, PORTANTO, DO MOTIVO DA TRISTEZA E DA IMPOSSIBILIDADE GEOGRÁFICA DE RE-SOFRER COM ELA E OS SEUS TENTÁCULOS REUMÁTICOS. CURTOS. PREGUIÇOSOS. ARRANJEI UM TÁXI E SUBI O ZÍPER DA CAPA DE CHUVA.
This is my voice but I am only whispering The amazing vulgarity of your style invites men to think of torturing you to death but I am only whispering The ocean is whispering The junk-yard is whispering We no longer wish to learn what you know how to do There is no envy left If you understood this you would begin to shiver but I am only whispering to my tomahawk so that the image itself may reduce you to scorn and weaken you further
This is the only poem…
This is the only poem I can read I am the only one can write it
I didn’t kill myself when things went wrong I didn’t turn to drugs or teaching I tried to sleep but when I couldn’t sleep I learned to write I learned to write what might be read on nights like this by one like me
EU PODIA ESTAR LEVANDO UMA VIDA DECENTE, MUDA, FLÁCIDA. EM VEZ DISSO, MARITA, ESTOU RESSECADA PELA OBSESSÃO. RASGANDO A TINTA TODAS AS PÁGINAS DE TODOS OS LIVROS, ENCONTRANDO NAS SEMENTES DE MOSTARDA DE CADA ENTRELINHA UM ALENTO DE QUE, EM OUTROS TEMPOS, ME ENVERGONHARIA MESMO DE LER. EU NÃO LIA, OU, SE O FAZIA, ERA COM OUTRO ESPÍRITO. EU LIA FURTIVA, TIRANDO A LONA DE CIMA DA PEDRA IMENSA DO ORGULHO. E EU ME ESPALHAVA SOBRE ELA, ME ENTENDIA COM CADA SULCO, FIRME DE UM TANTO, QUE NEM AS TROPAS DA VELHA-NOVA REVOLUÇÃO, NA PASSADA MARCIAL, ME VIBRAVAM OS ENCAIXES. E ENTÃO ME VINHA A CULPA. A CULPA DA PEDRA. COMO SE CHAMA UMA CULPA DE PEDRA? A PEDRA FORÇADA A DESTROÇAR O ESPÍRITO INDECENTE, HISTÉRICO E FIRME. A MASTIGAR, SEM ENGOLI-AS, AS DOBRAS. OS ÂNGULOS SEM DOÇURA.
O QUE SE GUARDA DISSO É QUE AS DISTÂNCIAS TÊM SIDO REAFIRMADAS, E OS ÚLTIMOS DIAS CHEIRAM A TRÉGUA.