
E O CONSULADO QUE CONCEDE O VISTO É O LIMBO. MAS, LÁ, NINGUÉM FALA LÍNGUA SUA, E OS PONTOS FACULTATIVOS JÁ PARECEM COMPULSÓRIOS. MAIS AINDA, NÃO SENDO O SEU UM CRIME DE OPINIÃO, NÃO LHE SERÁ CONCEDIDO ASILO POLÍTICO, E VOCÊ TERÁ DE PERMANECER NESSA INDECISÃO TENEBROSA AO SOM DE 'DEAR PRUDENCE'- ENTOADO POR VOZ FEMININA TRINADA. ATÉ QUE O REMORSO 'O SUICIDE'. DO ALTO DE UM PRECIPÍCIO FRÁGIL DE VENTO, JÁ. E ESCURO.
lunedì, dicembre 10, 2007
EU SOU CUCKOO! :)

sabato, dicembre 08, 2007
what I want you to remember as I disappear tonight

*
Each man has a way to betray the revolution
This is mine.
ISSO TUDO É COHEN, SÓ PARA PROVAR, A QUEM QUEIRA, QUE EXISTEM GOOD DEMONS, E TODOS ELES, SE NÃO SALVAM O MUNDO, PERDEM-ME A ALMA, COM SUA LITERATURA MELANCÓLICA.
COMOVE-ME ESTE ÚLTIMO PAR DE VERSOS. ACHO QUE ESTOU, TAMBÉM EU, TRAINDO A REVOLUÇÃO. MAS POR DESENGANO. POR EXAUSTÃO.
giovedì, dicembre 06, 2007
NEW OLD POST

O MAIS INTERESSANTE NESSE EXCERTO (ALIÁS, EXCERTO NADA, É UM TEXTO CURTO, SÓ ISSO) É O LIRISMO VISUAL DELE. OS ESPAÇOS ANTES DE 'EU FUI EMBORA' SÃO O QUE DÃO O AGRIDOCE AO LEITOR. LINDO.
lunedì, dicembre 03, 2007
A NÃO-FALTA
Os seres humanos, por serem desejantes, seres de linguagem, são condenados a sentir. Primeiro, mal-estar e angústia; depois, por serem impulsionados para algo que se supõe trazer a felicidade, um estado de completude, de não-falta. mercoledì, novembre 28, 2007
lunedì, novembre 26, 2007
giovedì, novembre 22, 2007
PARA A LOCOMOTIVA QUE SE ARRASTA PELO 'PERÍNEO' CARDIOTRAQUEAL

QUERO VOLTAR A ESTUDAR ESTATÍSTICA, QUERO DISCORRER SOBRE DIREITO TRIBUTÁRIO COM ASPEREZA E FUNDAMENTAÇÃO.
QUERO DEIXAR DE MATEMATIZAR A MINHA VIDA INTEIRA, E DE ACENDER VELINHAS NO EXTREMO ODIOSO DO TÚNEL VAZIO.
NÃO PERDI, MEU BANDEIRA, O JEITO DE SOFRER - E O GOSTO CABOTINO DA TRISTEZA AINDA INUNDA TUDO EM MIM. ACONTECE QUE A LASQUINHA DE DETERMINAÇÃO QUE DESENTERREI DO ASSOALHO, HOJE DE MANHÃ, FEZ-ME REEDITAR A POSTAGEM. EU NÃO QUERO MAIS SER COMO ERA ANTES. PELO MENOS ATÉ A VIRADA DO ANO.

mercoledì, novembre 21, 2007
lunedì, novembre 19, 2007
A ESMO


mercoledì, novembre 14, 2007
THIS IS HOW IT WORKS

martedì, novembre 13, 2007
QUANTAS VEZES, SÓ HOJE, VOCÊ NÃO SE SENTIU COMO O HOBBES, NO ÚLTIMO QUADRINHO?..
domenica, novembre 11, 2007
VERSINHOS DESOLADORES...
venerdì, novembre 09, 2007
EU QUERO VOLTAR A SER O QUE ERA ANTES. SÓ.
SÍSIFO, TERCEIRA

AINDA SÍSIFO
SÍSIFO E CAMUS

martedì, novembre 06, 2007
A casa da saudade chama-se memória: é uma cabana pequenina a um canto do coração.

giovedì, novembre 01, 2007
THOUREAU

Deve o cidadão desistir da sua consciência, mesmo por um único instante ou em última instância, e se dobrar ao legislador? Por que então estará cada homem dotado de uma consciência? Na minha opinião, devemos ser em primeiro lugar homens, e só então súditos.
martedì, ottobre 16, 2007
FELICIDADE DÓI. NO GOOGLE.
martedì, settembre 25, 2007
domenica, settembre 16, 2007

24/06/2002

Quebrou a única taça que restava no canto iluminado da sala. Quisera manchar os tapetes, arranhar o assoalho, mas determinou que uma pilha de estilhaços de cristal a aborreceria de imediato. Imaginava-a descalça, sangrando os pés inconsolável. As preciosas taças encerradas no movelzinho antigo desde que a família se havia mudado. O tesouro de um par de anos. A ruína do casamento reluzindo na esquina da sala, ela bem sabia. O marido evoluía diabólico, ferindo-a com gosto. Escolhera a pequena relíquia para vingar todas as discussões interrompidas, ocasiões em que não lhe fora dado vencer. Como se estudasse quieto, enquanto ela cozinhava, o ponto exato a atingir. E então disparava, expectante. Uma outra vez não lhe correspondera um sorriso, em jantar na casa de colegas da firma. E ele decerto compreendera o quanto ela carecia de um sorriso que a envolvesse como uma cortina naquele desconforto imenso. Sempre assim. Acompanhava-o como boa esposa, a esposa do gerente. E ele não lhe agradecia sequer pela pontualidade. Pelo nó na gravata que ela lhe ajeitava com mãos de prestidigitador. Sequer baixava a guarda, essa era a verdade. Não lhe mostrava os dentes solidário. Quebrava-lhe as taças, em vez disso. Agora essa.
Já passava do tempo de oficializarem o fim da união, mesmo porque nunca haviam sido unidos de fato. Ele, quando universitário, transitando entre os vizinhos no alojamento sentira-se, sim, parte de um grupo. Àquela época. Casado com ela, não passava de uma fonte de renda. O outro prato na mesa, que ela servia com a sua mão ornada pela aliança. À própria mãe ele não pagava um vestido, mas como noivo tivera de vasculhar a cidade atrás de um par de alianças “não muito finas e, achando, por que não foscas”. Vestir o dedo de uma estranha sob os olhos dos parentes distantes, empoleirados em bancos de igreja. Quantas vezes na vida havia procurado um alfaiate? A cerimônia toda era um pretexto para ridicularizá-lo, como ridicularizam as crianças. (As tias sempre comentam os maus cortes das crianças com um entusiasmo estarrecedor.)
A própria convivência por trás das portas bem-lixadas que o sogro lhe deixara de regalo o feria embaraçosamente. Haviam, como o casal que lhes cabia ser, alugado uma rotina. Pouco sal nas refeições, noticiário no intervalo do almoço e economia nas contas de gás e luz. Visitavam os dois casais de velhos uma noite ao mês, já contabilizando o combustível. Uma única viagem e cumpriam as formalidades de filhos casados. Quantos minutos lhe bastassem (a ela) para discorrer sobre o constrangimento das entrevistas para emprego. Nessas ocasiões ele escutava a esposa placidamente, enquanto se imaginava, a si mesmo, encaixado numa roleta de ônibus qualquer, respirando miúdo no fim do expediente. Encolhido. Tão imenso, meu Deus, mas para quê? Para encontrá-la ao girar a maçaneta, de luzes acesas, rindo dos comerciais de televisão. Havia tanto que ela não saberia abarcar com os bracinhos descarnados de quem rastreia taças.
Pois agora sequer as taças lhe haviam deixado. Como se lhe houvessem tirado inclusive o papel do doce. Nos anos de tédio e discreta depressão, tudo o que ela havia conseguido colecionar estava pulverizado. Escorada no sofazinho ela suspirava. Pensava nas janelas intocadas. Por que não lhe quebrava as janelas, o demônio. Por que a desprezava até a luminosa hora de talhar-lhe da rotina a farpa de felicidade irreparável. Pensava nos erros que se cometem. Na casa da mãe, sempre tão fresquinha e nas unhas do marido. Ria, agora. Não se lembrava das unhas do marido. Criava um cavalo no apartamento, como dissera certa vez a uma amiga com quem já não tinha mais contato. Alimenta-se um animal, exibe-lhe as fuças às visitas, mas o orgulho (quando não o sossego) de possuí-lo não pode ser tomado por afeição. Ela não gostava do marido. Ela o tinha. Não o conhecia, tampouco pelas mãos. Não sabia interpretar-lhe um gesto, talvez por isso as tempestuosas discussões. Quem sabe ele não lhe suplicasse, com um franzir de testa, para que ela os poupasse, a ambos, de tantas observações. Se ela o soubesse... O que teriam evitado e por quanto tempo...
Ajeitou a franja do sofá, pusilânime. Atestava o próprio fracasso. Teria de vê-lo. Se preciso fosse, fitá-lo-ia sobre a travessa de arroz, interrompendo o jantar. Faria tudo como se deve,
escutando quaisquer desculpas. Se pudesse resgatar o casamento, melhor. Mas que não a acusassem de injustiça. Correu ao quarto, procurar uma mala que sabia ter. Queria manter aquilo tudo, agora ciente dos riscos do fim, mas parte dela se entusiasmava com uma possível separação. O marido abrira-lhe muito pouco uma janela, o suficiente, no entanto, para secar-lhe a garganta – assim enxergava o incidente das taças. Como uma fresta. Esperá-lo-ia com duas mudas de roupa bem-dobradas, resoluta e decente.
06/09/2001.
giovedì, settembre 13, 2007
domenica, settembre 09, 2007
CAROLINA

sabato, settembre 01, 2007
giovedì, agosto 23, 2007
MA SIGNORE, IL POZZO È PROFONDO
venerdì, agosto 03, 2007
PACTA SUNT SERVANDA

EXIGIR-SE-IA O CUMPRIMENTO FIEL DOS ACORDOS, ESTABELECER-SE-IA A LEI ENTRE AS PARTES. ISSO, SIM, É LINDO. A LEI OBEDECIDA.
DESEJO, POIS, VIVER DENTRO DO MUNDO DO DIREITO ADMINISTRATIVO, COMO UMA EMPREITADA PO PREÇO GLOBAL. BEM-ACABADA, JUSTA E CONVENIENTE.
mercoledì, luglio 25, 2007
lunedì, luglio 23, 2007
mercoledì, luglio 18, 2007
Non al denaro non all'amore né al cielo
sabato, luglio 14, 2007
Damnation Will Not Be Televised
venerdì, luglio 13, 2007
Há gente que é feita para viver e gente que é feita para amar.
AVALANCHE
Well I stepped into an avalanche, it covered up my soul; when I am not this hunchback that you see, I sleep beneath the golden hill. You who wish to conquer pain, you must learn, learn to serve me well. You strike my side by accident as you go down for your gold. The cripple here that you clothe and feed is neither starved nor cold; he does not ask for your company, not at the centre, the centre of the world. When I am on a pedestal, you did not raise me there. Your laws do not compel me to kneel grotesque and bare. I myself am the pedestal for this ugly hump at which you stare. You who wish to conquer pain, you must learn what makes me kind; the crumbs of love that you offer me, they're the crumbs I've left behind. Your pain is no credential here, it's just the shadow, shadow of my wound. I have begun to long for you, I who have no greed; I have begun to ask for you, I who have no need. You say you've gone away from me, but I can feel you when you breathe. Do not dress in those rags for me, I know you are not poor; you don't love me quite so fiercely now when you know that you are not sure, it is your turn, beloved, it is your flesh that I wear.DEVO AO COHEN UMA AUDIÇÃO (ACREDITO QUE AQUI CAIBA A PALAVRA OITIVA, PORQUE É A ÚNICA TESTEMUNHA VIVA DE TUDO POR QUE PASSO, DESDE 1999 - QUANDO O CONHECI EM VIAGEM A HASTINGS, NUM SOL GÉLIDO, AS PRAIAS DE PEDRINHAS, A RUSSA COM QUEM DIVIDIA O BELICHE NUM EMBARAÇO QUASE NIPÔNICO, AS MÃOS À BOCA, DURANTE AS MUITAS RISADAS...) DIÁRIA, CAUTELOSA E AFETADA. COMENTEI 'AVALANCHE' COM UM AMIGO, E HOJE A ESCUTO. O QUE TENHO EM SEGUIDA É 'SING ANOTHER SONG, BOYS', QUE ME FERE NA PARTE FINAL, QUANDO ELE GRITA NUMA ANGÚSTIA CENSURÁVEL.
TUDO DO COHEN ME CASTIGA O CORAÇÃO, E TUDO DO COHEN ME CONFERE VISCO AO SANGUE, ME TORNA UM DIA QUE SEJA, DEZ METROS QUE SEJAM, MAIS VULNERÁVEL.
sabato, luglio 07, 2007

COMO DISSE, QUERIA SER FELIZ FEITO O SOLUÇO, MAS COM ESSA MELANCOLIA DO CHARLIE BROWN - DE QUEM EU SERIA GROUPIE, SE ELE FOSSE REAL.
AMOR, ENTÃO, AMOR EU NÃO SINTO POR NINGUÉM. AMOR É TER VONTADE DE COZINHAR, EU DIRIA. É TROCAR O ESTRADO DA CAMA E AS TOALHAS DO BANHEIRO. É SE DETER DIANTE DOS CORREDORES DE MATINAIS, NO SUPERMERCADO. E NÃO SE ENFASTIAR NUNCA.


















