lunedì, giugno 13, 2011

0572-191-690-142-95 (PRODOTTO *ES*TERNO LURIDO)


Nessun dolore è irreale: il dolore esisterebbe anche se il mondo non esistesse. Quand'anche fosse dimostrato che esso non è di alcuna utilità, potremmo ancora trovargliene una: quella di proiettare una certa sostanza nelle finzioni che ci circondano. Senza il dolore, saremmo tutti dei fantocci, non ci sarebbe più alcun contenuto dove che sia; con la sua sola presenza, esso trasfigura qualsiasi cosa, perfino un concetto. Tutto ciò che tocca è promosso al rango di ricordo; lascia traccia nella memoria, che dal piacere è solo sfiorata: un uomo che ha sofferto è un uomo segnato (come si dice di un debosciato che è segnato - e a ragione, visto che la dissolutezza è sofferenza). Il dolore dà coerenza alle nostre sensazioni e unità al nostro io, e resta, una volta abolite le nostre certezze, la sola speranza di sfuggire al naufragio metafisico. Bisogna ora spingerci oltre e, conferendogli uno statuto impersonale, sostenere, con il buddhismo, che solo la sofferenza esiste, e che non esistono sofferenti? Se il dolore possiede il privilegio di sussistere per virtù propria e il «sé» si riduce a un'illusione, ci si chiede allora chi soffra e quale senso possa mai avere questo svolgimento meccanico al quale il dolore è ridotto. Si direbbe che il buddhismo vedA (O VEDE?) dappertutto il dolore solo per svalutarlo meglio. Ma noi, anche quando ammettiamo che esiste indipendentemente da noi, non possiamo immaginarci senza di esso né separarlo da noi stessi, dal nostro essere, di cui è la sostanza, anzi la causa. Come concepire una sensazione in quanto tale, senza il supporto dell'«io», come rappresentarci una sofferenza che non sia «nostra»? Soffrire significa essere totalmente sé, significa accedere a uno stato di non coincidenza con il mondo, giacché la sofferenza è generatrice di intervalli; e quando ci attanaglia, non ci identifichiamo più con nulla, nemmeno con essa; è allora che, doppiamente coscienti, noi vegliamo sulle nostre veglie. Oltre ai mali che subiamo, che si abbattono su di noi e ai quali più o meno ci adattiamo, ve ne sono altri che ci auguriamo sia per istinto sia per calcolo: una sete insistente li invoca, come se avessimo paura che, cessando di soffrire, non rimarrebbe più nulla a cui aggrapparci. Noi abbiamo bisogno di un elemento rassicurante, attendiamo che ci venga fornita la prova che poggiamo sul solido, che non siamo in pieno vaneggiamento. Il dolore, quale che sia, svolge questo ruolo e, quando lo abbiamo sottomano, sappiamo con certezza che qualcosa esiste.

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A DESESTIGMATIZAçàO DA DOR.  E, ORA, OUTRA VEZ, O CILìCIO.  FUNDAMENTADO.  POR  ùLTIMO, A VIGìLIA - ESTA MINHA, LITERAL: SEM TODO UM LIRISMO FILOSOFADO, SEM AS METàFORAS.  ENFIM, MARTìRIO PESSOAL ESCANTEADO, QUE, QUANDO AFOGAR OS PéS NA DOR TREMENDA QUE PREFACIA TODOS ESTES DIAS EM QUE ME TENHO PAJEADO, SEI QUE GASTAREI HORAS EM ESTADO DE TRANSE DESPERTO, COM OS OLHOS BAIXOS E OS DITOS LAPSOS DE MEMòRIA, PASSO-ME AO TEXTO. 

A DOR, EM CIORAN, é O Pé NA REALIDADE.  A DOR-REFERéNCIA.  INDISPENSàVEL A UM SENTIDO NA VIDA.  A SIMBIOSE DOR/DORIDO, CONTRAPOSTA à AUTONOMIA IMAGINADA PELO BUSDISMO.  CONTUDO, SE NESTE PRECISO MOMENTO TIVESSE EU DE CAMINHAR PARA UMA DAS PONTAS DA CORDA, ABRAçANDO CAUSA, FATALMENTE ME RECONHECERIA BUDISTA.  ENXERGO A DOR COMO ENTIDADE INABALàVEL.  NàO CRESCE E NEM MURCHA EM RAZàO DE SECTàRIOS.  VIVE SEM MIM, CONQUANTO A RECìPROCA NàO SE APROXIME, NEM DE RELANCE, DA VERDADE.

DJ ME DISSE, ALIàS - E TENDO-O POR ESTRIBO, SINTO-ME EM PAZ COM QUALQUER JULGAMENTO, AINDA QUE SE ME APONTEM FOICES -, QUE O TORPOR QUE MUITAS VEZES EU QUIS é, NA REALIDADE, UMA RENùNCIA TRISTìSSIMA AO QUE ME FAZ BOA.  AO QUE ME ESTOFA, QUE ME ESTICA A PELE, QUE ME VICEJA.  MESMO NA VIGéNCIA DO DESTERRO.

E PORQUE MAL E MAL ME ESTICO Hà QUASE TRéS DIAS, ENCERRO AQUI O QUE INICIEI NO SAGRADO HORàRIO DO SONO.  QUIçà NOS TREZE (A QUE FIZ MENçàO, SEMANA PASSADA), ARRANJE UM DESFECHO CABIDO.   

domenica, giugno 12, 2011

PROVA AD IMMAGINARE COME VIVERE


MI PIACEREBBE ESSERE LIBERO, PERDUTAMENTE LIBERO.  LIBERO COME UN NATO MORTO.

E, COMO DIGO, TUDO ME REMETE A TUDO.  UM GRANDE AMIGO, ALIÁS, DIZ QUE SOU UM HIPERLINQUE COLCHETEADO. PARA HONRAR A DESCRIÇÃO E NÃO ESCAPAR AO INSTINTO (A NATUREZA DO ESCORPIÃO QUE DEBATEMOS, NO OUTRO DIA, BRANDO E EU):

Like a bird on the wire
Like a drunk in a midnight choir
I have tried in my way to be free

Like a worm on a hook
Like a knight from some old fashioned book
I have saved all my ribbons for thee
[...]

Oh, like a baby, stillborn
Like a beast with his horn
I have torn everyone who reached out for me

sabato, giugno 11, 2011

MONSIEUR YEUX BLEUS: MON VALISE EST (ENCORE) DISPARU

A ùNICA COISA CONTAGIANTE NA FRANçA é A LUCIDEZ, O HORROR DE SER ENGANADO, DE SER VìTIMA DO QUE QUER QUE SEJA. POR ISSO UM FRANCéS Sò ACEITA A AVENTURA COM PLENA CONSCIéNCIA; QUER SER ENGANADO; VENDAM-SE OS OLHOS; O HEROìSMO INCONSCIENTE PARECE-LHE, COM TODA RAZàO, UMA FALTA DE GOSTO, UM SACRIFìCIO DESELEGANTE.


MAS O EQUìVOCO BRUTAL DA VIDA EXIGE QUE PREDOMINE A TODO INSTANTE O IMPULSO, E NAO A VONTADE, DE SER CADàVER, DE SER ENGANADO METAFISICAMENTE.
QUARENTENOVE. 
.

E EU COM OS MESMOS PéS  COMPRIMIDOS NOS MESMOS SAPATOS, COM OS MESMOS PULMòES TAO-Jà FARTOS DA MESMA DOENçA...  QUE CHEGAM A DESEJà-LA.   <  a esse propòsito, aliàs, escrevo depois, que cioran encontrou-lhe espaço, em livro curto e delicioso - que, em consciente martìrio, escolho nao terminar.  >

P.S: O IMPULSO DE SE SER CADàVER.  PASSO A NOITE INTEIRA DE HOJE DECIDIDINDO COMO ISSO ME DESCE, E O QUAO FUNDO.


mercoledì, giugno 08, 2011

"DA LÓGICA À EPILEPSIA". NO CENTESSETENTECINCO (vezes cinco)



NÃO HÁ INSATISFAÇÃO PROFUNDA QUE NÃO SEJA DE NATUREZA RELIGIOSA: NOSSOS FRACASSOS PROVÊM DE NOSSA INCAPACIDADE PARA CONCEBER O PARAÍSO E ASPIRAR A ELE (*e de*  aspirar a ele, ou *para aspirar a ele?*  FICO COM A PRIMEIRA), COMO NOSSOS MAL-ESTARES DA FRAGILIDADE DE NOSSAS RELAÇÕES COM O ABSOLUTO.  'SOU UM ANIMAL RELIGIOSO INCOMPLETO, PADEÇO DUPLAMENTE DE TODOS OS MALES' - ADÁGIO DA QUEDA (BOM SE FOSSE O LIVRO), QUE O HOMEM SE REPETE PARA CONSOLAR-SE.  AO NÃO CONSEGUI-LO, RECORRE À MORAL; DECIDE SEGUIR, EXPONDO-SE AO RIDÍCULO, SEU CONSELHO EDIFICANTE.  'RESOLVE-TE A NÃO ESTAR MAIS TRISTE', LHE RESPONDE ESTA.  E ELE SE ESFORÇA PARA ENTRAR NO UNIVERSO DO BEM E DA ESPERANÇA...  MAS SEUS ESFORÇOS SÃO INEFICAZES E ANTINATURAIS: A TRISTEZA REMONTA À RAIZ DE NOSSA PERDIÇÃO..., A TRISTEZA É A POESIA DO PECADO ORIGINAL...


ESSA PERSEGUIÇÃO ACÉRRIMA, DE CIORAN, À RELIGIOSIDADE, ME ABSOLVE - NO MEU NACO DE AFRONTA NÃO À FÉ, MAS À PRESUNÇÃO DO HOMEM DE CONSTRUIR INVERDADES E ATRIBUÍ-LAS AO ABSTRATO.  E SOBRETUDO AO PROSELITISMO DE OCASIÃO.  

QUEM ME CHAMOU PARA ESSE BREVIÁRIO FOI HEVERTON, CUJO ESCLARECIMENTO, CUJA LUCIDEZ, CUJOS INTERESSES, PARA UM MENINO TÃO NOVO (À ÉPOCA, TINHA 20 ANOS), ME FASCINAVAM.  HOJE MARCO AS PÁGINAS, NECESSARIAMENTE DOBRADAS, COM HIDROCOR EM TOM IRRITANTE, MAS QUE NÃO SE PODE IGNORAR.  

QUANTO AO TEXO: JULGO FANTÁSTICA A PARTE DA RESOLUÇÃO  ESTÚPIDA , (e) HUMANA.  NOVAMENTE, PARA QUEM SE DIZ RELIGIOSO - E TELEGUIADO POR DEUS, -,  COMO CONCEBER ALGUMA CAPACIDADE DE SE DETERMINAR OS RUMOS DA TRISTEZA?  PARA MIM, ALIÁS, É ANÁLOGO, ISSO (PORÉM, PIOR), AO 'FICA BEM', COM QUE MUITA GENTE SE DESPEDE.

A VERDADE É QUE A TRISTEZA-PADRÃO, BATIZO-A ASSIM, INDEPENDE DA VONTADE DO VITIMADO.  É-SE TRISTE PORQUE CALHOU DE UMA DESGRAÇA ACONTECER, E A TOLERÂNCIA À DOR SUPERAR (SIM, ESTOU CIENTE DO PARADOXO, ESTILISTICAMENTE FALANDO) OS LIMITES DE UM DESCONFORTO PASSAGEIRO.  OU NÃO ALCANÇAR A LINHA DO ESQUECIMENTO, DO DESCASO DESEJADO.

CALHOU DE A VIDA SER ASSIM.  DE SE SENTIR MAIS DO QUE SE PENSA, E SE SENTIR MAL E SE PENSAR BEM.  OU, EM CORES, DE SE SENTIR EM ESCURO E SE PENSAR EM TRANSPARENTE.  

MAS, ISSO, A TRISTEZA-PADRÃO.  EXISTE TAMBÉM O TAL CILÍCIO AO QUAL TENHO FEITO REFERÊNCIAS SEGUIDAS, CUMPRINDO MINHA PROMESSA DE EMPREGÁ-LO NAS POSTAGENS EM QUE CABERIA 'A TORTURA VOLUNTÁRIA'.  OU, COMO DISSE O VINICIUS, E É PALAVRA QUE AMO, INCLUSIVE PELO SOM, 'DEGREDO'.  O DEGREDO DESEJADO.

O CILÍCIO É, A MEU VER, MAIS DO QUE UMA ESCOLHA DOENTIA.  É RAZOÁVEL.  ALIÁS, RACIONALIZADA.  POR VEZES, MESMO INTELIGENTE, SE VOLTARMOS TAMBÉM A CIORAN, E TAMBÉM AO QUE JÁ ESCREVI: UMA DOR SUBRAI A IMPORTÂNCIA DE OUTRA MENOR.  UMA LEMBRANÇA AMARGA TEM O CONDÃO DE RECONFORTAR QUEM, EM VIGÊNCIA DE PRESENTE MAU, TENHA A CORAGEM DE INVOCÁ-LA.  E ESTA, PARA MIM, É A GRANDE VITÓRIA SOBRE A VIDA: O CONTROLE, POR VIA INDIRETA, DAS SENSAÇÕES.  (FRISE-SE, ENTRETANTO: SENSAÇÕES.  SENTIMENTO, NÃO.  SENTIMENTO É O TAL BICHO QUE PARRUETA SOZINHO.  SOZINHO E CONFORME CONVÉM NÃO À GENTE, MAS À TAL ENTIDADE RELIGIOSA.  ALEATÓRIA, SEMPRE.  MAIS AINDA: ENFASTIADA.)
  

martedì, giugno 07, 2011

SÍNDROME VASO-VAGAL


 PODER-SE-IA APRENDER A ESSÊNCIA DOS POVOS - MAIS AINDA DO QUE A DOS INDIVÍDUOS - POR SUA MANEIRA DE PARTICIPAR DO VAGO.  AS EVIDÊNCIAS EM QUE  VIVEM SÓ REVELAM SEU CARÁTER TRANSITÓRIO, SUAS PERIFERIAS, SUAS APARÊNCIAS.

O QUE UM POVO PODE EXPRIMIR SÓ TEM UM VALOR HISTÓRICO: É SEU ÊXITO NO DEVIR; MAS O QUE NÃO PODE EXPRIMIR, SEU FRACASSO NO ETERNO, É A SEDE INFRUTÍFERA DE SI MESMO: SEU ESFORÇO PARA ESGOTAR-SE NA EXPRESSÃO, ESTANDO MARCADO PELA IMPOTÊNCIA, ELE O ENCOBRIU COM CERTAS PALAVRAS - ALUSÕES AO INDIZÍVEL...

QUANTAS VEZES, EM NOSSAS PEREGRINAÇÕES FORA DO INTELECTO, NÃO DESCANSAMOS NOSSAS PREOCUPAÇÕES À SOMBRA DESSES SEHNSUCHT, YEARNING, SAUDADE, DESSES FRUTOS SONOROS ABERTOS PARA CORAÇÕES MADUROS DEMAIS!  LEVANTEMOS O VÉU DESSAS PALAVRAS: ESCONDEM UM MESMO CONTEÚDO? É POSSÍVEL QUE A MESMA SIGNIFICAÇÃO VIVA E MORRA NAS RAMIFICAÇÕES VERBAIS DE UM TRONCO DO INDEFINIDO?  PODE-SE CONCEBER QUE POVOS TÃO DIVERSOS SINTAM A NOSTALGIA DA MESMA MANEIRA?

QUEM SE EMPENHASSE EM ENCONTRAR A FÓRMULA DO MAL DO LONGÍNQUO SERIA VÍTIMA DE UMA ARQUITETURA MAL CONSTRUÍDA.  PARA REMONTAR-SE À ORIGEM DESSAS EXPRESSÕES DO VAGO, DEVE-SE PRATICAR UMA REGRESSÃO AFETIVA ATÉ SUA ESSÊNCIA, AFOGAR-SE NO INEFÁVEL E SAIR COM OS CONCEITOS EM FARRAPOS.  UMA VEZ PERDIDOS A SEGURANÇA TEÓRICA E O ORGULHO DO INTELIGÍVEL, PODE-SE TENTAR COMPREENDER TUDO, COMPREENDER TUDO POR SI MESMO.  
[...]
VIVER NA ESPERA, NO QUE AINDA NÃO É, É ACEITAR O DESEQUILÍBRIO ESTIMULANTE QUE SUPÕE A IDÉIA DE PORVIRTODA NOSTALGIA É UMA SUPERAÇÃO DO PRESENTE.  MESMO SOB A FORMA DE REMORSO, ASSUME UM CARÁTER DINÂMICO: QUER-SE FORÇAR O PASSADO, AGIR RETROATIVAMENTE, PROTESTAR CONTRA O IRREVERSÍVELA VIDA SÓ TEM CONTEÚDO PELA VIOLAÇÃO DO TEMPO.  A OBSESSÃO DO ALHURES É A IMPOSSIBILIDADE DO INSTANTE; E ESTA IMPOSSIBILIDADE É A NOSTALGIA MESMA.
 
A APOTEOSE.  DO VAGO.  EU, QUE SOU MUITO DADA A ETIMOLOGIAS (AOS BANCOS QUEBRADOS DE BANCARROTAS, V.G.) E AOS MALES DO LONGÍNQUO - EUFEMISMO CUJA ADOÇÃO PARECE-ME, DE TÃO LÍRICA, INEVITÁVEL -, ACABO TROPEÇANDO EM AMORES PELO TEXTO DO BREVIÁRIO.  E DESCOBRINDO PREOCUPAÇÃO ALHEIA - E NÃO SÓ ISSO, MAS CÉLEBRE - COM O QUE ME TOMA CADA TRÊS MINUTOS DE HORA DESPERTA, E NOVENTA POR CENTO DE TODAS AS FRAÇÕES DE SEGUNDO DE INCONSCIÊNCIA.  ESSE APEGO AO QUE JÁ FOI, MESMO QUE, À ÉPOCA, DOESSE.  COMO ESCREVI CERTA FEITA, 'A NOSTALGIA DA NOSTALGIA'.  A LACUNA, CULTIVADA COM ESMERO DULCÍSSIMO!, DE TUDO AQUILO QUANTO PRESSUPONHA LACUNA.  APEGO PELA FLOR DA PELE, PELAS SENSAÇÕES ESCANDALOSAS - OU, COMO PREFERIRIA XUBERTO, 'FRAGOROSAS' -, INDEPENDENTEMENTE DE SUA NATUREZA (MASOQUISTA OU EDIFICANTE - e sim, são dois adjetivos que contraponho, conquanto me torturem ou me cante o galo: pelas mesmas três vezes antes de o sol nascer . É, ORAS, A PRIMEIRA, A VOLÚPIA DE TODO SUPLÍCIO A QUE ALUDIU BERNARDO (SOARES).



.........................................................................ne pas finir!

lunedì, giugno 06, 2011

SBADIGLI

 Repudiei sempre que me compreendessem. Ser compreendido é prostituir-se. prefiro ser tomado a sério como o que não sou, ignorado humanamente, com decência e naturalidade. Nada poderia indignar-me tanto como se no escritório me estranhassem. Quero gozar comigo a ironia de me não estranharem. Quero o cilício  de me julgarem igual a eles. Quero a crucifixão de me não distinguirem. Há martírios mais subtis que aqueles que se registam dos santos e dos eremitas. Há suplícios da inteligência como os há do corpo e do desejo. E desses (como dos outros) suplícios há uma volúpia.

EU NÃO CONHECIA O SIGNIFICADO DESSE VERBETE, CILÍCIO.  PRIBERAM, COMO EM 78,35% DAS VEZES, FOI QUEM ME SOCORREU.  DISSE-ME QUE É PENÚRIA DESEJADA, QUE É O TENCIONAR DOER - NÃO SEI SE POR UMA CAUSA.  OU POR TÉDIO.

NO CASO DE BERNARDO, CALHA DE O SOFRIMENTO ESTAR NA CABEÇA DE QUEM O IMPINGE, TÃO-SOMENTE.  O VITIMADO PELA INDIFERENÇA A PREFERE, EM DETRIMENTO DA FRATERNIDADE COM OS QUE NÃO LHE SIGNIFICAM RIGOROSAMENTE NADA.  E ISSO EU NÃO PODERIA DEIXAR DE ACHAR ASSOMBROSAMENTE LINDO.  ASSOMBROSO PORQUE DURO, E LINDO PORQUE APLICÁVEL.

TENHO DORMIDO COM O CHEIRO DO DESASSOSSEGO ABERTO, AMASSADO, RISCADO, ESPATIFADO SOBRE A CAMA, À MERCÊ DAS MINHAS QUINAS.  ESTAS, SOSSEGADAS.  IRONICAMENTE. 

UM DIA, O TEMA DA CONVERSA COM DJ FOI PRECISAMENTE ESSE.  A NECESSIDADE QUASE ORGÂNICA DE SE CALAR E TRANCAR INCLUSIVE AS JANELAS.  DE ARRANCAR DAS TOMADAS TUDO QUANTO PRESSUPONHA INTERAÇÃO, E ANSEAR POR UM ESQUECIMENTO ABSOLUTO E EXTENSIVO.  UM ALHEAMENTO DE TUDO QUANTO VIVE.  E ENXERGA.  E, POR ENXERGAR, SOLICITA.

EU ME CONDENAVA EM RAZÃO DISSO - POR ANOS, FOI ASSIM.  MAS VEIO O PRÓPRIO DJ ME ABSOLVER.  DISSE QUE SE DEVE SUSPEITAR É DE QUEM NÃO SE SENTE ASSIM, EM OCASIÃO ALGUMA.  DE QUEM NÃO VISLUMBRA THE GREAT DISTANCE OF MIST AND  VEILS.  E NÃO SE IMAGINA SÃO POR TRÁS DOS VÉUS, OU RENDIDO PELA NÉVOA...
.
...O QUE ME FAZ LEMBRAR, INEVITAVELMENTE, DE DIADORIM.  CUJOS PASSOS, MUITO BRANCOS, TRANSPORÃO MINHAS PORTAS EM DUAS HORAS, HORA E QUARENTA.  PARA ME CONFIRMAR A ROTINA E DESMERECER SAHARA.  É, INCLUSIVE UM SAHARA TRANSUBSTANCIADO EM MULHER.  ÁRIDA PORQUE FRACA DE AMOR.

giovedì, giugno 02, 2011

His muscles they were numbered and his style was obsolete.

THE HEATS ON RAM

Cada um de nós nasceu com uma dose de pureza, predestinada a ser corrompida pelo comércio com os homens, por esse pecado contra a solidão

EU ME LEMBRO PERFEITAMENTE DE DIÁLOGO (FRISO, ENTRETANTO: CURTÍSSIMO)  A ESSE MESMO PROPÓSITO, COM CAPITÃO GOLDENBERG.  E DISSE-LHE QUE O AMAR  QUASE SEMPRE ME PARECEU, POR FRIO QUE SOE, PROJEÇÃO.  PROJEÇÃO DE SENSAÇÕES, DE CIRCUNSTÂNCIAS, DE EFEMERIDADES.  O AMAR 'EROS', NATURALMENTE, QUE NÃO É O MESMO COM QUE BOMBARDEIO MINHAS TRÊS QUINAS. 

ENFIM.  SERIA UM CONTRA(hífen)SENSO  ENTRONIZAR UM OUTRO QUE NÃO NOS FIZESSE MELHORES.  A NÓS MESMOS.  ESSA ESPÉCIE DE ADMIRAÇÃO PURA, DESINTERESSADA, ESSE AFETO QUE TENCIONA O BEM ALHEIO EM DETRIMENTO DA PRÓPRIA SATISFAÇÃO, ESSA QUIMERA (NO SENTIDO MONSTRUOSO DA PALAVRA) É INGÊNUA - DE IRREAL.  

REVISITE-SE HISTÓRIA QUE SE ACREDITAVA DENSA, COM LUCIDEZ CRESCIDA A FRIO, INESCAPÁVEL.  QUE SE VÊ?  ORA, AS CORES QUE SE ESCOLHEU LEMBRAR DO VINICIUS; OU A CALVÍCIE ADIANTADA DO MEU AMIGO S.; OU A ALTURA NÃO TÃO ALTA, AOS OLHOS DA SETE.  EM SUMA:  TUDO RELATIVIZADO, CONFORME O AGRACIADO.  OU A VÍTIMA.

TERMINA QUE OS CORTES NUNCA SÃO TÃO PROFUNDOS QUANTO A SUA LEMBRANÇA, E O QUE SOBRA DE OCASIÕES NÃO-SÓs É (E, REPITO, BASTA A LUCIDEZ DO DECORRER DOS ANOS PARA ATESTÁ-LO) O SÓ.  MAS O SÓ TRAJADO PARA A FESTA - OU O FUNERAL.  O SÓ MODIFICADO E POTENTE - PORQUE CAPAZ DE MODIFICAR-SE.  O SÓ MAIS VIVO E MAIS RUIDOSO.  MAIS INTERESSANTE E MAIS MERECEDOR DE SITUAÇÕES QUE O LEVEM A EXCEDER-SE.  

SOARES - EM QUE ME TENHO APLICADO POR PRATICIDADE (E FELIZ COINCIDÊNCIA) - IMAGINA ESSE NARCISISMO TRAVESTIDO DE AMOR SOB OUTRO PRISMA, MENOS VICIOSO.    O DITO ERRO ESCUSÁVEL.  A IDÉIA, DIZ ELE, É QUE SE AMA, E NÃO O OUTRO.  A IDÉIA QUE SE TEM DO OUTRO - NECESSARIAMENTE INVERÍDICA.  FELIZ E SALUTARMENTE INVERÍDICA.  
E TERMINE-SE COM UM PONTO-E-VÍRGULA, QUE AINDA HÁ VERDES. E VOZES, CHEIA DE DENTES;

mercoledì, giugno 01, 2011

CENTEONZE > JUROS SOBRE JURAS


Vista de perto, toda a gente é monotonamente diversa. Dizia Vieira que Frei Luís de Sousa escrevia «o comum com singularidade». Esta gente é singular com comunidade, às avessas do estilo da Vida do Arcebispo. Tudo isto me faz pena, sendo-me todavia indiferente. Vim para aqui sem razão, como tudo na vida.

Do lado do oriente, entrevista, a cidade ergue-se quase a prumo falso, assalta estaticamente o Castelo. O sol pálido molha de um aureolar vago essa mole súbita de casas que para aqui o oculta. O céu é ide um azul humidamente esbranquiçado. A chuva de ontem talvez se repita hoje, mas mais branda. O vento parece leste, talvez porque aqui mesmo, de repente, cheira vagamente ao maduro e verde do mercado próximo. Do lado oriental da Praça há mais forasteiros que do outro. Como descargas alcatifadas, as portas onduladas descem para cima; não sei por quE, é assim a frase que me transmite aquele som. É talvez porque fazem mais esse som ao descer, porém agora sobem. Tudo se explica.

De repente estou só no mundo. Vejo tudo isto do alto de um telhado espiritual. Estou só no mundo. Ver é estar distante. Ver claro é parar. Analisar é ser estrangeiro. Toda a gente passa sem roçar por mim. Tenho só ar à minha volta. Sinto-me tão isolado que sinto a distância entre mim e o meu fato. Sou uma criança, com uma palmatória mal acesa, que atravessa, de camisa de noite, uma grande casa deserta. Vivem sombras que me cercam - só sombras, filhas dos móveis hirtos e da luz que me acompanha. Elas me rondam aqui ao sol, mas são gente.

TODO O ALHEIO QUE NÃO ROÇA REMETE-ME (ALIÁS, O VERBO MAIS REPISADO DE TODAS AS POSTAGENS) A UMA CENA (A ÚNICA LINDÍSSIMA) DE CAÓTICA ANA, QUE ME FEZ ASSISTIR AO FILME INTEIRO.  ERA A MÃO DA ANA EM QUESTÃO PALMEJANDO O AR, NA ALTURA DA CINTURA, ENQUANTO ASSÍNTOTAS SE DEITAVAM DESPERCEBIDAS.  

QUANTO AOS OXÍMOROS, DE QUE NORMALMENTE GOSTO, ESSE, EM PARTICULAR, NÃO ME DIZ NADA.  PORQUE O VERIFICO, SIM, MAS NÃO SEI SE O ESCREVERIA  DESSA FORMA.  SE O SENHOR SOARES REFERIU-SE A PEQUENAS AMPLITUDES NA ESCALA DA MEDIOCRIDADE, ENTÃO, CI SIAMO MESSI D'ACCORDO.  MAS, REITERO, NÃO O ESCREVERIA COM ESSAS PALAVRAS.  EM VEZ DISSO, EU DIRIA QUE AS MATIZES SÃO QUASE AS MESMAS, E A LINHA DO HORIZONTE MAL E MAL TREME.   

E PORQUE OS TIPOS QUE SE VÊEM HOJE TÊM, TAMBÉM ELES, QUASE QUE A MESMA FISIONOMIA, REPUTO-ME ÚNICA E VASTA.  SEM MODÉSTIAS OU HORROR NA IMODÉSTIA.  COM SETENTA E TRÊS IMPRESSÕES SOBRE UMA MESMA IMPRESSÃO, E SETENTA E DUAS VONTADES DE EVASÃO ABSOLUTA DO ÚNICO QUE CONHEÇO. E ELISÃO DO CONTEXTO DE PESSOAS A QUEM STEPHANIE, COMO EU, DEDICOU METADE DA VIDA.

lunedì, maggio 30, 2011

THE SYSTEM IS SHOT (na 123)


Que me pode dar a China que a minha alma não me tenha já dado? E, se a minha alma mo não pode dar, como mo dará a China, se é com minha alma que verei a China, se a vir? Poderei ir em busca da riqueza ao Oriente, mas não da riqueza de alma, porque a riqueza de alma sou eu, e eu estou onde estou, sem Oriente ou com ele.

É CURTO E FAZ SENTIDO BOJUDO.  A CHINA QUE NÃO ME DIZ NADA, NEM O CHEIRO DE NOVO DO ESTOFADO, E NEM O MACIO DA COLCHA LIMPA.  EU HOJE - E HOJE, MAIS DO QUE ONTEM - PERDI-ME NO QUE CHAMARIAM DE INCURSÕES ASTRAIS.  ENXERGO UNS DESFILADEIROS, CADA ENCOSTA UMA POSSIBILIDADE.  A CURTO E MÉDIO PRAZOS.  E DE UMA EU SEI: DOIS SÃO TRÊS; E MEIA-MEIA VIROU OITENTA E NOVE.  SEM O MESMO ATAVIO, NO ENTANTO.  ...SEM NENHUM ATAVIO.

domenica, maggio 29, 2011

TREMINUTISOLO*TRE*MINUTIPERPARLARTIDIME


Ripetetele ai vostri figli.
O vi si sfaccia la casa,
La malattia vi impedisca,
I vostri nati torcano il viso da voi.


NATURALMENTE, MAIS ESTA VEZ, ESCAPEI AO CONTEXTO.  MAIS ESTA VEZ, MUTILEI AS CERCANIAS, PARA EXTIRPAR O MIOLO.  ISSO É, AINDA, PRIMO LEVI, SOBRE O TEMA QUE - E  SINTO 'O VENTRE FRIO' POR ISTO - NUNCA ME INTERESSOU, EM PARTICULAR.  OCORRE QUE A ABJURAÇÃO DESTE DESFECHO REMETE-ME A JOHNNY CASH CANTANDO 'WHERE SONS TURN THEIR FATHERS IN'.  A GOMORRA DO FIM DOS TEMPOS, EM QUE A DOENÇA - E COMO EU QUERIA HAVER COMPREENDIDO BEM O VERSO, MAS A CONSTRUÇÃO ME PARECE FALHA - REFREIA.  O QUE, NÃO SEI.  POR ORA.  TIREM-ME QUINZE (EM VERDADE, TREZE) DIAS DISSO, E RESPONDO-O COMO EM ARGÜIÇÃO EM PÚLPITO.    

mercoledì, maggio 25, 2011

PINÇADOS, AS GARRAS SOLTAS

 
...who sometimes comes to me
very early in the morning
and plucks me out of my skin!
We 'roll around heaven'
several miles above the pine trees
and there's no space between us,
but we're not One
or anything like that.
We're two huge people,
two immense bodies
of tenderness and delight,
with all the pleasures felt and magnified
to match our size.

OS (GRANDES) MONSTROS DE DELICADEZA.  DOIS 'GIGANTES SEVEROS', NÃO MENOS SOZINHOS EM RAZÃO DA COMPANHIA UM DO OUTRO.

lunedì, maggio 23, 2011

ESTRO/MEAT-AND-POTATOES

NELLA STORIA E NELLA VITA PARE TALVOLTA DI DISCERNERE UNA LEGGE FEROCE, CHE SUONA 'A CHI HA, SARÀ DATO; A CHI NON HA, A QUELLO SARÀ TOLTO'. NEL LAGER, DOVE L’UOMO È SOLO E LA LOTTA PER LA VITA SI RIDUCE AL SUO MECCANISMO PRIMORDIALE, LA LEGGE INIQUA È APERTAMENTE IN VIGORE E RICONOSCIUTA DA TUTTI.

[...]SE POTESSI RACCHIUDERE IN UNA IMMAGINE TUTTO IL MALE DEL NOSTRO TEMPO, SCEGLIEREI QUESTA IMMAGINE, CHE MI È FAMILIARE: UN UOMO SCARNO, DALLA FRONTE CHINA E DALLE SPALLE CURVE, SUL CUI VOLTO E NEI CUI OCCHI NON SI POSSA LEGGERE TRACCIA DI PENSIERO.

SE I SOMMERSI NON HANNO STORIA, E UNA SOLA E AMPIA È LA VIA DELLA PERDIZIONE, LE VIE DELLA SALVAZIONE SONO INVECE MOLTE, ASPRE ED IMPENSATE.

LOGICAMENTE, O CAMINHO DA PERDIÇÃO A QUE LEVI SE REFERE É CONTEXTUALIZADO - CONTEXTO, ALIÁS, DURÍSSIMO -, MAS FAÇA-SE DE CONTA QUE NÃO.  E RETROAJAMOS PARA A CABEÇA DO TEXTO, COM A IDÉIA DO HOMEM-LOBO.  DO HOMEM QUE SÓ NÃO DEVORA O OUTRO POR CONTA DE UMA COAÇÃO QUALQUER.  EM VERDADE, QUALQUER, NÃO: STRICTO SENSU, VIS ABSOLUTA.  O HOMEM REFREÁVEL - E, DE NOBRE, APENAS ISSO.  A ACEITABILIDADE DO CABRESTO.    
.
ESTÁ AÍ A NECESSIDADE DA AUTORIDADE QUE EU DISCUTIA, MÊS OUTRO, COM O SENHOR CLABUCHAR.  EM QUE CREIO DESDE SEMPRE - CONQUANTO ME AGRADE A IDÉIA DA IGUALDADE SEM RESSALVAS (EM DETRIMENTO DA EQÜIDADE), E A DESOBEDIÊNCIA AO CONSTITUÍDO SEM CONSULTAS.   RECONHEÇO, HOJE, MAIS DO QUE NUNCA, QUE O PLANO DAS IDÉIAS - E SÓ ELE - É QUE É LIVRE E ESCOLHIDO.  O QUE SE FAZ DO ALBURNO EM DIANTE INDEPENDE DA IDENTIDADE DO INDIVÍDUO.  A MENOS QUE SE CONSIDEREM OS MÁRTIRES E OS SUBVERSIVOS DE MENOR  NOTORIEDADE.
.
UNINDO AS PASSAGENS, EXTRAINDO-AS CONVENIENTEMENTE DE TEXTO LONGO, A FIM DE QUE SE MOLDEM AO MEU PARECER, PASSO-ME À CODA DE TUDO.  AOS AFOGADOS - 'VAZIOS DEMAIS PARA SOFREREM, PROPRIAMENTE'.    E ARQUEIO A LÓGICA (AO CONTRÁRIO DE 'ENDIREITAR À FORÇA A CURVA DOS HORIZONTES', PORÉM GEMENDO, SIM.  POR NÃO TER DE MORRER), OPORTUNAMENTE.  COM COHEN.

And Jesus was a sailor
When he walked upon the water
And he spent a long time watching
From his lonely wooden tower
And when he knew for certain
Only drowning men could see him
He said "All men will be sailors then
Until the sea shall free them"
DI SCONFITTA IN SCONFITTA.  FINO ALLA ROVINA

STRAZIACI

MENTRE TUTTI SCORRIAMO.

giovedì, maggio 19, 2011

SI SENTE UN BELATO

Sentiu-se um galho seco, espetado no ar. Quebradiço, coberto de cascas velhas. Talvez estivesse com sede, mas não havia água por ali perto. Sobretudo a certeza asfixiante de que, se um homem a abraçasse naquele momento, sentiria não a doçura macia nos nervos, mas o sumo de limão ardendo sobre eles, o corpo como madeira próxima do fogo, vergada, estalante, seca.
O QUE ME LEVA À QUESTÃO (ANTIGA) DA SAUDADE DE  SE SENTIR.  QUALQUER COISA.  AO TORPOR INDESEJADO SOBRE O QUE ESCREVERAM EM SEGREDO POSTAL, E QUE DEBATI - ACOPLANDO IMAGEM BASTANTE DEPOIS - COM DJ.  E QUE NOS ARREMESSOU, E DE PRONTO, IRRETRATAVELMENTE, AO BRILHO ETERNO DA MENTE SEM LEMBRANÇAS.  AO DESCONFORTO DA MENTE VAZIA DO QUE FOI BOM E VAZIA DO QUE FOI MAU.  AO RESSENTIMENTO D(E SE TER)A MENTE DESBOTADA.  DESBOTADA A FRIO.                                 

SEMPRE ACHEI A IDÉIA MERECEDORA DE, COMO SE DIZ? DECÊNIOS.  DECÊNIOS DE ELUCUBRAÇÕES - EM SUA ESMAGADORA MAIORIA,  ABSOLUTAMENTE ENCANTADORAS. INDA QUE DENTRO DE CELA, À ESPERA DA EXECUÇÃO.

OCORRE QUE, SE NÃO MENCIONO ISTO, ABDICO DA MINHA IDENTIDADE (QUE COMPREENDE AS REMISSÕES ETERNAS A VERSOS ETERNOS DE MÚSICAS ETERNAS E LIVROS DE 1999/2001, DIGERIDOS QUANDO O MUNDO ME ERA MAIS MUNDO DO QUE HOJE):


Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente.
                                    E sem desassossegos grandes.
Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
                                    E sempre iria ter ao mar.
BUSCANDO O MÍNIMO DE DOR, AINDA.  MAS NEM SEQUER O GOZO?


mercoledì, maggio 18, 2011

HE IS HUNGRY AND HE IS SORE. HE? WELL, HE IS BLIND. AND HE IS POOR.




[...]a compaixão é a simpatia na dor ou na tristeza, em outras palavras, é participar do sentimento do outro. Mas, justamente, se nem todos os sofrimentos se equivalem, se há inclusive maus sofrimentos (como o sofrimento do invejoso diante da felicidade do outro), nem por isso deixam de ser sofrimentos, e todo sofrimento merece compaixão. Há nisso uma assimetria notável. Todo prazer é um bem, mas nem sempre, longe disso, um bem moral (a maioria de nossos prazeres é moralmente indiferente), nem mesmo – pensemos no prazer de um torturador – um bem moralmente aceitável. A simpatia no prazer não vale o mesmo que o prazer em questão, ou antes, se ela às vezes pode valer mais (pode ser louvável participar do prazer, ainda que moralmente indiferente, de outrem: é o contrário da inveja), é apenas na medida em que esse prazer não é moralmente pervertido, isto é, dominado pelo ódio ou pela crueldade. Todo sofrimento, ao contrário, é um mal, e um mal moral, não decerto por ele sempre ser moralmente condenável (há muitos sofrimentos inocentes, outros virtuosos ou heróicos), mas por sempre ser moralmente lastimável. A compaixão é essa lástima, ou antes, essa lástima é a forma mínima da compaixão.
.
ISTO TUDO, O TEMA E O RESGATE DOS ESCRITOS, PROVEIO DE CONVERSA NÃO DIRIA LONGA, MAS RICA,  COM ALGUÉM A QUEM CONSIDERO CADA VEZ MAIS - EM RAZÃO DAS EXPERIÊNCIAS DE VIDA E COERÊNCIA E FRANQUEZA COM QUE SE EXPRESSA. 

ENTÃO VOLTEMO-NOS AO CERNE DO EXCERTO.  AO COMPARTILHAMENTO, AINDA QUE INSIGNIFICANTE - PORQUE PASSIVO E MUDO -, DA DOR.  A DOR INDIGNA (E NÃO ENCONTRO AQUI OUTRO EXEMPLO QUE NÃO ESSE, O DA INVEJA - SOBRETUDO A QUE RETROALIMENTA O CIÚME) E A DOR IMERECIDA E A DOR ALEATÓRIA (COMO UMA MORTE REPENTINA, EM FAMÍLIA.  COMO A SAUDADE).  

POR VEZES - E É ISTO O QUE LEIO: A COM/PAIXÃO TRANSPÕE A (NÃO SEI SE TÃO SUTIL) LINHA ENTRE A  COMPREENSÃO-NOBILÍSSIMA, NUA DE JULGAMENTOS, E A CUMPLICIDADE-OMISSA.  E O IDEAL É QUE UMA NÃO SE TRAVISTA DA OUTRA, PARA QUE A CÉSAR DÊ-SE SOMENTE O QUE É DE CÉSAR.

ONTEM DEBATI PRECISAMENTE ISSO, COM OUTRA PESSOA QUERIDA, E, DIAS ANTES, COM A QUE CITEI NA PRIMEIRA LINHA.  O FUNDAMENTO DO MAL.  SE O MAL (E RECORREMOS, OS TRÊS, A KANT) ADVÉM DE UMA INTENÇÃO BOA (QUE FAVORECE A POUQUÍSSIMOS, QUANDO NÃO EXCLUSIVAMENTE A QUEM O PRATICA), OU É TODO VICIADO.

MA DOVE C'ENTRA KANT?  'Ninguém faz o mal pelo mal, mas apenas por seu prazer, que é um bem'.  UM PRAZER SELETO.  

NÃO SEI SE PORQUE CARREGO AINDA O QUE MEU IRMÃO CHAMA DE 'A GRANDE CULPA MEDIEVAL', MAS ACREDITO, AINDA, E NÃO POR ESCOLHA!, QUE O HEDONISMO EXCLUI (presente do indicativo) PROPOSTAS DE UM CÉU QUE SEJA.  EM SENDO ASSIM, O MAL É MAU, SEM RESSALVAS.  OPINIÃO MINHA CALCADA NA  INTERPRETAÇÃO LITERAL, SEVERA NOS LIMITES, DESTE KANT MENCIONADO.  (DESTE KANT QUE, TALVEZ CONTEXTUALIZADO, ME FAÇA MAIS SENTIDO).

OCORRE QUE EXISTEM TAMBÉM OS DELÍRIOS, CERTO?  AS PSICOSES.  AS MANIAS DE PERSEGUIÇÃO, AS LEGÍTIMAS DEFESAS PUTATIVAS (como se diz, tecnicamente).  E OUTRA COISA EM-QUE-ACREDITO-AINDA,  DESTA VEZ, TODAVIA, POR ESCOLHA, É NA DEBILIDADE DO ESPÍRITO.  NA VIOLAÇÃO DO BOM-SENSO.  NAS RELATIVIZAÇÕES.  RETOMANDO A PALAVRA?  NAS PSICOSES.  POIS BEM.  A DEPENDER DO PODER DE PERSUASÃO DE QUEM SE CRÊ VÍTIMA, UMA LEGIÃO INTEIRA É CAPAZ DE ENCAMPAR CAUSA RIDICULAMENTE DESCABIDA.  O DITO CARISMA DO MAL.

LI DIA DESSES, ALIÁS, NO MESMÍSSIMO CAPÍTULO - O TRECHO ALUDIA A SÓCRATES -, QUE  O ERRO SE DESCULPA, ENQUANTO QUE O MAL SE PERDOA.  ACHEI ISSO DE UM BRILHANTISMO TREMENDO.  E O APLICO NOS CONGESTIONAMENTOS, DIARIAMENTE.  UM PERDÃO SANGRADO, EM VERDADE.  

POIS QUE SE ARREMATE, EM CLOSURE  DESCUIDADO, QUE NÃO É CLOSURE, MAS TRANSCRIÇÃO - OU FICA TUDO LONGO DEMAIS, E BIFURCADO E COM UM ZEST DE MASSA CRUA: 

Não era no mal apenas que alguém podia respirar sem medo, aceitando o ar e os pulmões? Nem o prazer me daria tanto prazer quanto o mal, pensava ela surpreendida. Sentia dentro de si um animal perfeito, cheio de inconseqüências, de egoísmo e vitalidade. 

PÁGINA DEZOITO.

martedì, maggio 17, 2011

E OS PRAZOS RECURSAIS? FATAIS

Sou daquelas almas que as mulheres dizem que amam, e nunca reconhecem quando encontram, daquelas que, se elas as reconhecessem, mesmo assim não as reconheceriam.

E, TAMBÉM DELE, O CHEIRO DOS CRISÂNTEMOS.  CASO O TIVESSEM.

PARA MIM, BEM DENTRO DO QUE SE DESVELA NOS INTESTINOS DAS MÁTERes TODAS, RESTA A RECUSA DA RECUSA.  O DIZER QUE AMA SEM DEMONSTRAR, DA MANEIRA MAIS BANAL E MENOS DISPENDIOSA, QUE/QUANDO AMA.  O QUE SE PROMETE (IMPESSOALIZO, PARA CONTORNAR A ESTRANHEZA DO PERÍODO ANTERIOR) SEM O CUMPRIR.  PORQUE HÁ QUEM ASSIM O DESEJE: 

Antes mo prometais
Sem mo dardes
, que a perda
Será mais na esperança
Que na recordação.

martedì, maggio 10, 2011

I. WAXED. YOUR. CAR.


J'ai beaucoup pensé à toi.
J'y pense encore.
Tu étais immobile,
les mains croisées sur les genoux
comme un écolier
Tu avais l'autorisation de pleurer
parce que ta peine
était sincère
.
Je t'ai vu aujourd'hui
assis de la même façon,
avec les mêmes larmes sur les joues,
comme si tu n'avais pas bougé
pendant toutes ces années
-
la même migraine
dans ton oeil droit,
la même mouche
essayant de féconder tes lèvres.
Mon vieil ami, tu es un gâchis
sous tous les aspects
sauf à l'échelle de l'amour.

O MESMO IMPOSTO INCIDINDO SOBRE O PATRIMÔNIO ACUMULADO, EM ESTRATOS, AO LONGO DOS MESMOS MUITOS ANOS.  COM OS Ms POR Ps E OS MOTIVOS TODOS DE UMA VIDA EM DOIS MESES-ESGOTADOS.  EM TRÊS VIAS.  LIMPAS.
 .
AGORA EU ME POSSO OCUPAR DE MENOS TEORIA E MENOS PAPEL, NUMA ORDEM AGRUPADA DE QUE, ESPERO, FAÇAM USO, E LOGO, OS DOIS CABOTINOS DA TRISTEZA.
.

E NÃO ME ENVERGONHO, NÃO ME ORGULHO E NÃO ME EMPREGO NISSO.  NÃO EXATAMENTE.
.
E SE A CULPA É (AINDA)  MINHA, POR SER 'ASSIM TÃO SUBLIMINAR', ENCERRO A TOADA, DESCANSADA POR NINGUÉM MAIS, ALÉM DA CAMINHOSA, QUERER ENTENDER MEUS PORQUÊS.  HOJE.

lunedì, aprile 25, 2011

ON WHAT GROUNDS?


Lentamente subia dentro dele, como que desde o ventre, uma pedra que se encaminhava para a garganta. Respirava cada vez mais rápido, aproveitando as passagens. A coisa continuava a subir. Olhou para Lucienne. Sorriu sem uma crispação, e também esse sorriso vinha do interior. Recostou-se na cama, sentindo a lenta subida que havia em si. (...) 'Daqui a um minuto, daqui a um segundo', pensou. A subida terminara. E, pedra entre as pedras, ele retornou, na alegria de seu coração, à verdade dos mundos imóveis.


domenica, aprile 17, 2011

THAT'S WHEN THE DREAD BEGINS


I walked through hell as you danced with the devil. But, I know I have walked a few days in his shoes. I remember I had that dance, too. I had to sit one out, I had to get the hell out, I had to get out of hell. The devil took that dance, and he wore out your sole, each foot, calloused and bruised. I left you in hell, I thought you’d wait right there. I walked days in the devil’s shoes, I had returned them, the soles were worn. The devil had his due, my soul is worn. I hope you never dance again.
A COLISA AINDA AZUL.  E DESMISTURADA.  NAUFRAGADA NOS ARREDORES.  DA SOZINHEZ.  E A SOZINHEZ SE CHAMA DUSTIN.  COM UM CABELO MUITO FINO E REPERTÓRIO OPULENTO, A QUE QUER ACRESCER QUALCOSA MINHA.

...A LISONJA RI PEQUENA, FEITO O DAVI. 

martedì, aprile 12, 2011

Qui ti stringo al mio cuore, morto a me da infiniti anni oramai = Nacque nel 1912 a Milano, dove morì suicida nel 1938

And if you promise to stay conscious I will TRY and do the same
We might die from medication, but we sure killed all the pain
THE LOVE I SELL YOU IN THE EVENING 
BY 
THE 
MORNING 
WON'T
 EXIST.
...BUT I know you have a heavy heart, 
I can feel it when we...   ...hiss.
50$/RESPOSTA (TANGENTE A POLISSEMIA OU CONJUNÇÕES):
Che un giorno io avessi
un riso
di primavera - è certo;
(...)

Poi fu la notte
e mi toccò esser fuori
nella bufera:
il lume del mio riso
morì
.

Mi trovò l'alba
come una lampada spenta.

 
ANTONIA.  POZZI.  QUE ME LEMBRA 'MY POSSE', COM QUEM É CABIDO QUEIXAR-ME, UMA VEZ AO MÊS, DO FÓSFORO FRIO.  POR 750ml DI QUALCOSA CHE fizz. 

mercoledì, aprile 06, 2011

WILL YOU LOVE ME WITH EYES AND LEGS? AND THE WHOLE SPLEEN?

E ISSO SOU EU NÃO QUERENDO SOBRAR COMO A ÚNICA DOS QUATORZE.  DOS CATORZE.  NO CATRE.  PALMEANDO, A MARÉ JÁ ALTA,  SEM  FAZER PARECER-EM  (DESCARTE-SE, PARA TANTO, A FOTO) ENTREGA OU ADORAÇÃO EXPECTANTE. 

TERMINOU-SE O DESERTO.  INUNDADO.  DOS QUATORZE, FICAM O CHÃO DE FERRO E A RUA VISTA EM  PESADELO.  
E O NOME DA CIDADE É LAS VEGAS.

domenica, aprile 03, 2011

A CREDIT CARD CHARGE FOR $1,12 - And grieves up there where he should rejoice.

Sometimes I'm too careful
I walk just like I'm carrying a handgreNAde
It's going tick tick tick tick tick tick tick tick
Ticking ticking ticking in my hand
It's going tick tick tick tick ticking in my hand
Tick tick ticking in my hand

E O ESMERO (COMPASSADO) RICOCHETEIA NISTO:

Who wills to rob himself of your bright world, 
Gambles away or wastes his own belongings  
And grieves up there where he should rejoice
______________________________________________ 
This inability to restore oneself to God’s favor is precisely what makes Hell so terrible—one can clearly see one’s mistake but is doomed, even forced, to repeat it endlessly.  

ORA SE EU NÃO IA PENSAR NA ROCHA E EM SÍSIFO E NOS MEUS CICLOS ANUAIS - E NO ALINHAMENTO DE SEI LÁ QUEM, AO QUAL ARLINDO SE REFERIU, NA SEXTA-FEIRA, NO QUE DESCREVIA O PRÓXIMO ANO...

sabato, aprile 02, 2011

PARCE QUE JE VOUS AIME ENCORE, MES...

O NOME DISSO NÃO É INFUSÃO.  É DRENAGEM.  E O ALCANCE DA AGULHA, ASSOMBROSO.  CHEGA AOS OSSOS, NO QUE SE PROPÕE A EXTRAIR, DO LÍQUOR, OS TRÊS.  CADA UM NO SEU DIA, A CADA DIA  A SUA AGONIA.  A CADA DECÊNIO A SUA HERANÇA. DESASTROSA.  E NÃO ME DÓI HAVEREM MORRIDO, MAS EXPERIMENTADO DOR.  PUDESSE, AVOCARIA TUDO, E À VISTA - QUE ESSE SEM-NÚMERO DE INFILTRAÇÕES NO SEM-NÚMERO DE VEIAS FEZ-ME IMENSA, DE RESILIÊNCIA.
 

lunedì, marzo 28, 2011

em vigência de enxaqueca, quem dera, como diria S., hesterna

I always STALK you when you're dreaming
Because I know it's not of me
I smoke a dozen cancer sticks
Imagine there are two or three ways
To make you love me

And not dream of someone else


Why can't you be me?

Why can't you be me?
Why can't you be me?
Why can't you be me?

POR QUE NÃO PASSA, COM CODEÍNA?  POR QUE NÃO ME COAGULA MENOS, NOS VASOS, ESSE SANGUE?