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mercoledì, settembre 08, 2010

“É do sangue, Soroco, não tem jeito não”.


SOROCO NEM SABE O QUANTO JÁ DEIXOU DE DOER, DESDE O EMPLASTRO.  E AINDA QUE NÃO TENHA JEITO, JÁ FOI PIOR.

martedì, luglio 06, 2010

Suas lágrimas corriam atrás dela, como formiguinhas brancas



Era infinitamente maio e Jó Joaquim pegou o amor.

...

Pois produziu efeito. Surtiu bem. Sumiram-se os pontos das reticências, o tempo secou o assunto. Total o transato desmanchava-se, a anterior evidência e seu nevoeiro. O real e válido, na árvore, é a reta que vai para cima. Todos já acreditavam. Jó Joaquim primeiro que todos. 

Mesmo a mulher, até, por fim. Chegou-lhe lá a notícia, onde se achava, em ignota, defendida, perfeita distância. Soube-se nua e pura. Veio sem culpa. Voltou, com dengos e fofos de bandeira ao vento.

Três vezes passa perto da gente a felicidade. Jó Joaquim e Vilíria retomaram-se, e conviveram, convolados, o verdadeiro e melhor de sua útil vida.


E pôs-se a fábula em ata.


O TEXTO, DO ROSA, ENVIOU-MO MEU ESTIMADÍSSIMO (E MAIS BRILHANTE AMIGO) XUBERTO.  JULGUEI TUDO QUASE INSUPORTÁVEL, DE TÃO BONITO.  NÃO HÁ METÁFORAS COMO AS DO ROSA, NÃO HÁ ESCRITA COMO A DO ROSA.  E MESMO O CONTEÚDO - PARA QUE SE NÃO ME ACUSE DA SUPERFICIALIDADE DA FORMA - SUPERA  TODO O MAIS QUE TENHO LIDO.  EM ANOS.  A FÁBULA - COMO DIZ - QUE TERIA REMATE EM TIROS, NORMALMENTE, ASSUMIU UMA BRANDURA QUE EU MESMA, SEMPRE FATALISTA, NÃO ESPERAVA.  

E TERMINA QUE ESTE MISAEL TEVE MAIS AMOR.  FOI SÓ ISSO.


lunedì, giugno 21, 2010

ALL HUES


O calor do dia abrandava. Naqueles olhos e tanto de Diadorim, o verde mudava sempre, como a água de todos os rios em seus lugares ensombrados. Aquele verde, arenoso, mas tão moço, tinha muita velhice, muita velhice, querendo me contar coisas que a ideia da gente não dá para se entender – e acho que é por isso que a gente morre. De Diadorim ter vindo, e ficar esbarrado ali, esperando meu acordar e me vendo meu dormir, era engraçado, era para se dar a feliz risada. Não dei. Nem pude nem quis. Apanhei foi o silêncio dum sentimento, feito um decreto:

- Que você em sua vida toda toda por diante, tem de ficar para mim, Riobaldo, pegado em mim, sempre!… – que era como se Diadorim estivesse dizendo.

A ÁGUA DE TODOS OS RIOS, NUM VERDE D'OLHOS MOÇOS E VELHOS.  NÃO EXISTE NADA MAIS CONTUNDENTE, EM TODA A LITERATURA QUE JÁ PERCORRI EM VIDA, DO QUE A OBSESSÃO DE RIOBALDO, NAS METÁFORAS DO ROSA. A GENTE TERMINA QUERENDO SER UM DIADORIM PARA UM RIOBALDO, COM UM AFÃ AINDA MAIOR DO QUE O DA CLASSE FEMININA BRASILEIRA, MIRANDO O  POSTO DE MUSA DE CHICO BUARQUE.

POIS EU AINDA PREFIRO, A LÍDIA, A MARITA, A SUZANNE, A MARIANNE, A YOLANDA, A JANA, A NANCY, A LILAH, A CANDY, A LUCY, A STEPHANIE, ENFIM.  A TODAS, TODAS, TODAS, SER DIADORIM.


martedì, giugno 08, 2010

HEAVEN CAN'T HANDLE ME, THEN HOW COULD YOU?



Cada um rema sozinho uma canoa que navega um rio diferente, mesmo parecendo que está pertinho.


E ASSIM ILUSTRO, PELA BOCA DE OUTRO, O ROSA, POR QUE NÃO SE TEM COMO REPETIR A NINGUÉM:  'FOSSE VOCÊ, SABE O QUE EU FARIA?'



(SUFOCANDO AS SITUAÇÕES HIPOTÉTICAS E OS CONDICIONAIS.  ENXUGANDO UM POUCO A VIDA SONHADA.  PERISCOPES UP, NOT SIDEWAYS.  E ACABA QUE É TUDO FACTÍVEL.)

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