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sabato, ottobre 30, 2010

NUNCA O SILÊNCIO. SEM REMÉDIO. DAS INSÔNIAS.


Daqui a pouco, quando me atirar no meio dos absintos, a fim de que seu perfume penetre meu corpo, terei consciência, contra todos os preconceitos, de estar realizando uma verdade que é a do sol e que será também a de minha morte. Em certo sentido, é justamente a minha vida que estou representando aqui, uma vida com sabor de pedra quente, repleta de suspiros do mar e de cigarras, que agora começam a cantar. A brisa é fresca e o céu, azul. Gosto imensamente desta vida e desejo falar sobre ela com liberdade: dá-me o orgulho de minha condição de homem.

AS PEDRAS. 
QUENTES.  
DE SEMPRE.   
COMO SEMPRE.