mercoledì, maggio 18, 2011

HE IS HUNGRY AND HE IS SORE. HE? WELL, HE IS BLIND. AND HE IS POOR.




[...]a compaixão é a simpatia na dor ou na tristeza, em outras palavras, é participar do sentimento do outro. Mas, justamente, se nem todos os sofrimentos se equivalem, se há inclusive maus sofrimentos (como o sofrimento do invejoso diante da felicidade do outro), nem por isso deixam de ser sofrimentos, e todo sofrimento merece compaixão. Há nisso uma assimetria notável. Todo prazer é um bem, mas nem sempre, longe disso, um bem moral (a maioria de nossos prazeres é moralmente indiferente), nem mesmo – pensemos no prazer de um torturador – um bem moralmente aceitável. A simpatia no prazer não vale o mesmo que o prazer em questão, ou antes, se ela às vezes pode valer mais (pode ser louvável participar do prazer, ainda que moralmente indiferente, de outrem: é o contrário da inveja), é apenas na medida em que esse prazer não é moralmente pervertido, isto é, dominado pelo ódio ou pela crueldade. Todo sofrimento, ao contrário, é um mal, e um mal moral, não decerto por ele sempre ser moralmente condenável (há muitos sofrimentos inocentes, outros virtuosos ou heróicos), mas por sempre ser moralmente lastimável. A compaixão é essa lástima, ou antes, essa lástima é a forma mínima da compaixão.
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ISTO TUDO, O TEMA E O RESGATE DOS ESCRITOS, PROVEIO DE CONVERSA NÃO DIRIA LONGA, MAS RICA,  COM ALGUÉM A QUEM CONSIDERO CADA VEZ MAIS - EM RAZÃO DAS EXPERIÊNCIAS DE VIDA E COERÊNCIA E FRANQUEZA COM QUE SE EXPRESSA. 

ENTÃO VOLTEMO-NOS AO CERNE DO EXCERTO.  AO COMPARTILHAMENTO, AINDA QUE INSIGNIFICANTE - PORQUE PASSIVO E MUDO -, DA DOR.  A DOR INDIGNA (E NÃO ENCONTRO AQUI OUTRO EXEMPLO QUE NÃO ESSE, O DA INVEJA - SOBRETUDO A QUE RETROALIMENTA O CIÚME) E A DOR IMERECIDA E A DOR ALEATÓRIA (COMO UMA MORTE REPENTINA, EM FAMÍLIA.  COMO A SAUDADE).  

POR VEZES - E É ISTO O QUE LEIO: A COM/PAIXÃO TRANSPÕE A (NÃO SEI SE TÃO SUTIL) LINHA ENTRE A  COMPREENSÃO-NOBILÍSSIMA, NUA DE JULGAMENTOS, E A CUMPLICIDADE-OMISSA.  E O IDEAL É QUE UMA NÃO SE TRAVISTA DA OUTRA, PARA QUE A CÉSAR DÊ-SE SOMENTE O QUE É DE CÉSAR.

ONTEM DEBATI PRECISAMENTE ISSO, COM OUTRA PESSOA QUERIDA, E, DIAS ANTES, COM A QUE CITEI NA PRIMEIRA LINHA.  O FUNDAMENTO DO MAL.  SE O MAL (E RECORREMOS, OS TRÊS, A KANT) ADVÉM DE UMA INTENÇÃO BOA (QUE FAVORECE A POUQUÍSSIMOS, QUANDO NÃO EXCLUSIVAMENTE A QUEM O PRATICA), OU É TODO VICIADO.

MA DOVE C'ENTRA KANT?  'Ninguém faz o mal pelo mal, mas apenas por seu prazer, que é um bem'.  UM PRAZER SELETO.  

NÃO SEI SE PORQUE CARREGO AINDA O QUE MEU IRMÃO CHAMA DE 'A GRANDE CULPA MEDIEVAL', MAS ACREDITO, AINDA, E NÃO POR ESCOLHA!, QUE O HEDONISMO EXCLUI (presente do indicativo) PROPOSTAS DE UM CÉU QUE SEJA.  EM SENDO ASSIM, O MAL É MAU, SEM RESSALVAS.  OPINIÃO MINHA CALCADA NA  INTERPRETAÇÃO LITERAL, SEVERA NOS LIMITES, DESTE KANT MENCIONADO.  (DESTE KANT QUE, TALVEZ CONTEXTUALIZADO, ME FAÇA MAIS SENTIDO).

OCORRE QUE EXISTEM TAMBÉM OS DELÍRIOS, CERTO?  AS PSICOSES.  AS MANIAS DE PERSEGUIÇÃO, AS LEGÍTIMAS DEFESAS PUTATIVAS (como se diz, tecnicamente).  E OUTRA COISA EM-QUE-ACREDITO-AINDA,  DESTA VEZ, TODAVIA, POR ESCOLHA, É NA DEBILIDADE DO ESPÍRITO.  NA VIOLAÇÃO DO BOM-SENSO.  NAS RELATIVIZAÇÕES.  RETOMANDO A PALAVRA?  NAS PSICOSES.  POIS BEM.  A DEPENDER DO PODER DE PERSUASÃO DE QUEM SE CRÊ VÍTIMA, UMA LEGIÃO INTEIRA É CAPAZ DE ENCAMPAR CAUSA RIDICULAMENTE DESCABIDA.  O DITO CARISMA DO MAL.

LI DIA DESSES, ALIÁS, NO MESMÍSSIMO CAPÍTULO - O TRECHO ALUDIA A SÓCRATES -, QUE  O ERRO SE DESCULPA, ENQUANTO QUE O MAL SE PERDOA.  ACHEI ISSO DE UM BRILHANTISMO TREMENDO.  E O APLICO NOS CONGESTIONAMENTOS, DIARIAMENTE.  UM PERDÃO SANGRADO, EM VERDADE.  

POIS QUE SE ARREMATE, EM CLOSURE  DESCUIDADO, QUE NÃO É CLOSURE, MAS TRANSCRIÇÃO - OU FICA TUDO LONGO DEMAIS, E BIFURCADO E COM UM ZEST DE MASSA CRUA: 

Não era no mal apenas que alguém podia respirar sem medo, aceitando o ar e os pulmões? Nem o prazer me daria tanto prazer quanto o mal, pensava ela surpreendida. Sentia dentro de si um animal perfeito, cheio de inconseqüências, de egoísmo e vitalidade. 

PÁGINA DEZOITO.

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CI SIAMO QUATTRO. E LEGGIAMO ASSOLUTAMENTE TUTTO. DOPO TRE O QUATTRO MESI. E CINQUE O SEI BICCHIERI. DI VELENO.